O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

87 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

trimestre mantêm-se globalmente favoráveis, corroborando as previsões mais recentes, divulgadas em Setembro pela Comissão Europeia e pela OCDE. Apesar da ligeira revisão em baixa, a Comissão Europeia mantém perspectivas positivas para o crescimento na área do euro, perspectivas essas baseadas quer na procura externa, quer na procura interna.
Por fim, uma perspectiva menos optimista é a que caracteriza a economia norte-americana, que registou um abrandamento significativo no 1.º semestre de 2007. Os indicadores disponíveis para o 3.º trimestre apontam para a continuação desta tendência, reflectindo os efeitos associados ao abrandamento do mercado da habitação sobre o investimento residencial e o consumo privado.
Esta tendência tornou-se mais evidente no Verão de 2007, com o agravamento das dificuldades no mercado do crédito hipotecário de alto risco (subprime) nos EUA, decorrentes de um aumento significativo dos rácios de incumprimento, de que resultaram duas consequências ao nível dos mercados financeiros: a) quebra de liquidez em vários mercados e b) reavaliação mais generalizada do risco nos mercados financeiros. As principais autoridades monetárias reagiram injectando liquidez e, no caso da Reserva Federal norte-americana, também reduzindo a taxa de juro de referência dos Federal Funds, de 5,25%, que se verificava desde finais de Junho de 2006, para 4,75%, em 18 de Setembro de 2007. Por sua vez, o Conselho do Banco Central Europeu decidiu, nas suas reuniões de Agosto e Setembro, deixar inalterada, em 4%, a principal taxa de referência do Eurosistema, após as sucessivas subidas registadas ao longo de 2006 e 2007.
O aumento dos riscos nas operações de crédito levou a uma intensificação da subida das taxas de juro de curto prazo nos mercados monetários, tendo a Euribor a três meses ultrapassado os 4,7% no final de Setembro de 2007.

Gráfico II.1.1. Euribor a 3 Meses (Valores fim de período) Mar95
7,58
Nov00
5,092
Set07
4,792
0,0
1,0
2,0
3,0
4,0
5,0
6,0
7,0
8,0
19
94Jan
19
95Jan
19
96Jan
19
97Jan
19
98Jan
19
99Jan
20
00Jan
20
01Jan
20
02Jan
20
03Jan
20
04Jan
20
05Jan
20
06Jan
20
07Jan Fonte: Banco Central Europeu.

As perturbações nos mercados financeiros tiveram um impacto pronunciado nos preços mundiais das acções que, no geral, registaram uma acentuada correcção na maioria dos principais mercados nos três últimos meses. Mesmo assim, no final de Setembro de 2007, os índices bolsistas conseguiram registar ganhos acumulados, face ao final de 2006, de 19%, 11,5% e 6,4%, respectivamente no caso do Nasdaq, Dow Jones e Euro-Stoxx 50.