O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

91 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

Quadro II.2.1. Despesa Nacional (Taxas de variação homóloga em volume, %) I II III IV I II
Consumo Privado 65,1 2,2 1,1 1,1 0,3 1,7 1,2 1,1 1,4
Consumo Público 20,6 2,2 -0,5 0,2 -0,4 -0,8 -0,9 -0,8 -0,7
Investimento (FBCF) 20,9 -3,3 -1,6 -1,1 -1,3 -1,4 -2,7 -0,9 0,2
Procura Interna 0,8 0,2 0,6 -0,5 0,7 0,1 0,1 1,0
Exportações 31,1 1,2 8,9 8,6 7,7 9,2 10,0 8,5 5,6
Importações 38,9 1,9 4,3 5,0 2,6 5,5 4,3 2,4 3,4
PIB 100,0 0,5 1,3 1,2 0,9 1,5 1,6 2,0 1,6
Contributos para o crescimento do PIB (p.p.)
Procura Interna 0,9 0,3 0,6 -0,5 0,8 0,1 0,1 1,1
Exportações Líquidas -0,4 1,0 0,6 1,4 0,7 1,4 1,9 0,5
Estrutura 2006 (%)
2005 2006
2006 2007 Fonte: INE, Contas Nacionais Trimestrais 2.º Trimestre de 2007.

Embora acelerando relativamente a 2006, o consumo privado manteve, no 1.º semestre de 2007, um ritmo de crescimento inferior ao do PIB. A evolução ascendente das taxas de juro em 2006 e 2007, num contexto de elevado endividamento dos particulares, os baixos níveis de confiança dos consumidores reflectindo, nomeadamente, perspectivas ainda desfavoráveis quanto à evolução do desemprego e à capacidade de realizar poupanças, e melhorias pouco expressivas no mercado de trabalho deverão limitar o crescimento do consumo privado a uma taxa moderada. Para o conjunto do ano estima-se um crescimento real na ordem de 1,2%, idêntico ao verificado em 2006 (Quadro II.2.1).
Ao contrário do verificado em anteriores episódios de recuperação económica (1985-1987 e 1994-1996), o contributo do investimento (FBCF) para o crescimento real do PIB no período posterior ao ano da última recessão (2003) foi negativo, contribuindo para o fraco crescimento da actividade económica entre 2004 e 2005. Nos últimos cinco anos, o investimento (FBCF) regrediu cerca de 15% em termos reais acumulados, tendo o seu peso no PIB diminuído de 27,1%, em 2000, para 20,9%, em 2006. Este comportamento foi essencialmente determinado pelo processo de correcção do investimento residencial, após os elevados crescimentos observados na segunda metade da década de 90, e pela redução do investimento público no contexto do processo de consolidação orçamental em curso.
Os dados de 2007 sugerem uma inversão na tendência negativa do investimento, com a FBCF a recuperar e a registar no 2.º trimestre uma variação homóloga real marginalmente positiva (0,2%) (Quadro II.2.1). Esta evolução positiva deverá estar associada a um comportamento mais favorável do investimento empresarial, propiciado, nomeadamente, pelo dinamismo das exportações e melhoria do clima de confiança industrial (ver Caixa 31).