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78 | II Série A - Número: 015 | 10 de Outubro de 2014

impedem   que   os   valores   da   procriação   sejam   concretizados   pelos   respectivos  
casais.   Como   apontam   os   dados   do   Inquérito:   “Quanto   às   pessoas   que   não  
tencionam  ter  ou  ter  mais  filhos,  os  custos  financeiros  associados  à  maternidade  e  
paternidade  são  o  motivo  mais  indicado.”  
A  profundidade  e  o  tratamento  das   questões  relativas  à  fecundidade  em  
Portugal,  sugere  muitas  outras  reflexões  sobre  o  mesmo  tema.  Neste  Inquérito,  
mais  de  90%  dos  inquiridos  considera  que  devem  existir  incentivos  à  natalidade,  
referindo  como  medidas  de  incentivo,  por  ordem  de  prioridade:  
-­‐   “Aumentar   os   rendimentos   das   famílias   com   filhos”   (que   incluía,   por  
exemplo,  “Reduzindo  impostos  sobre  famílias  com  filhos”,  “Aumentando  as  
deduções   fiscais   para   quem   tem   filhos”,   “Aumentando   subsídios  
relacionados  com  educação,  saúde,  habitação,  alimentação”);  
-­‐   “Facilitar   as   condições   de   trabalho   para   quem   tem   filhos,   sem   perder  
regalias”  (que  incluía,  por  exemplo,  “Oportunidade  de  trabalho  a  tempo  
parcial”,   “Períodos   de   licenças   de   maternidade   e   paternidade   mais  
alargados”,  “Flexibilidade  de  horários  para  quem  tem  crianças  pequenas”);  
-­‐   “Alargar  o  acesso  a  serviços  para  ocupação  dos  filhos  durante  o  tempo  de  
trabalho   dos   pais”   (que   incluía,   por   exemplo,   “Criar   mais   centros   de  
atividades  de  tempos  livres  (ATL)  fora  dos  horários  escolares  e  durante  as  
férias”,  “Alargar  o  acesso  a  creches  e  jardins-­‐de-­‐infância  para  quem  tem  
filhos  pequenos”,  
-­‐   “Assegurar  o  transporte  das  crianças  para  as  creches,  escolas  e  ATL”).  
 
Nesse  domínio,  a  situação  descrita  por  Rosa  e  Mendes  (2014)  regista  um  
“desfasamento  entre  o  número  de  filhos  tido  e  o  final  esperado,  favorável  a  um  
aumento  da  fecundidade  a  realizar  pelos  casais  até  ao  final  do  ciclo  reprodutivo”.  
Esta   leitura   sugere   a   validade   de   diversos   tipos   de   medidas   que   podem   ser  
introduzidas  com  o  efeito  de  potenciar  o  total  de  nascimentos  e/ou  atenuar  os  
obstáculos  existentes  à  concretização  da  fecundidade  desejada  pela  população.  
Entre   elas,   as   que   respeitam   à   execução   de   “políticas   preventivas”   orientadas  
directamente  para  a  família,  a  população  imigrante,  o  sistema  de  emprego  e  a