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II SÉRIE-A — NÚMERO 50 182______________________________________________________________________________________________________________

Gráfico 9 – Remunerações por trabalhador do setor público e consumo privado (índice 2000=100)

Consumo privado (p. correntes)

160,0 Remunerações por trabalhador - Adm. Públicas

Consumo privado (p. constantes)150,0

140,0

130,0

120,0

110,0

100,02000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Fontes: INE e cálculos da UTAO.

Projeção da Comissão Europeia

Para o consumo privado, a Comissão Europeia projeta um crescimento real de 2,6% em 2015 e de 1,9% em 2016. A justificação para esta evolução dada pela instituição, no relatório que acompanha as projeções de inverno é a seguinte:

“Weaker consumer confidence and a slower pace of employment creation in the second half of 2015 contributed to the recent slowdown in private consumption growth. However, due to its strong performance over the first half of the year, private consumption is expected to have grown by 2.6% in 2015. It is expected to continue growing robustly by around 2% in 2016 and 2017 due to expansionary fiscal policy measures and an increase in the minimum wage.”

(“Economic Forecast Winter 2016” de 4 de fevereiro, pág. 108)

Articulação das projeções

Esta caixa procurou sintetizar as informações disponíveis sobre as projeções para o consumo privado, do OE/2016, FMI e CE (Tabela 1 e Gráfico 10).

Destas justificações salienta-se que o Ministério das Finanças considera um aumento maior do consumo privado do que as restantes instituições, na medida em que associa as medidas de política económica a um aumento do rendimento disponível.

O FMI considera que o crescimento do consumo privado foi já muito intenso nos últimos dois anos, esperando-se agora um significativo abrandamento, em linha com a recuperação da taxa de poupança e considerando marginal o impacto das medidas de política económica sobre o consumo privado.

A CE considerou que o abrandamento da confiança e da recuperação do emprego na segunda metade de 2015 como justificação para ter apresentado uma projeção mais baixa para o crescimento do consumo privado em 2016.

As diferentes projeções, e dado o elevado peso do consumo privado no PIB, resultam de forma distinta para o crescimento do PIB (Gráfico 11).

Tabela 1 – Síntese das projeções para o PIB e para o consumo privado

INE OE/2016 CE FMI 2014 2015 2016 2015 2016 2015 2016

PIB real (tva) 0,9 1,5 1,8 1,5 1,6 1,5 1,4Consumo Privado (tva) 2,2 2,6 2,4 2,6 1,9 2,7 1,5

Fontes: INE, Ministério das Finanças, CE e FMI.

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 3/2016 • Análise à Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016

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