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20 DE FEVEREIRO DE 2016 179______________________________________________________________________________________________________________

Contributo para o crescimento do PIB real

De acordo com o OE/2016, o PIB real crescerá 1,8%, em 2016. Esta taxa de variação corresponde ao PIB valorizado a preços constantes com base em 2011. Tendo em conta que a medição deste PIB é feita com base em preços encadeados, o cálculo do contributo deverá ser feitço do seguinte m odo 27 ç: −

= ç −1 × 100 −1Em resultado, o crescimento do consumo privado tende a estar muito associado ao aumento do seu contributo no PIB. Contudo, nos últimos anos, tem-se observado um crescimento do consumo privado mais forte do que o aumento do seu contributo no PIB, quer em termos nominais quer em termos reais (Gráfico 5 e Gráfico 6).

Gráfico 5 – Taxa de variação do consumo e Gráfico 6 – Taxa de variação do consumo e

contributo para o PIB nominal contributo para o PIB real (em percentagem e em pontos percentuais) (em percentagem e em pontos percentuais)

15,0 10,08,0

10,03,6 6,0 2,4

4,05,0 2,0 1,6

2,4 0,00,0 -2,0

-4,0-5,0

-6,0-8,0

-10,0-10,0

Taxa de variação - preços correntes Contributo para variação do PIB nominal

Contributo para variação real do PIB Taxa de variação - preços constantes Fontes: INE, Ministério das Finanças e cálculos da UTAO. | Fontes: INE, Ministério das Finanças e cálculos da UTAO. | Nota: Os dados para 2015 e 2016 correspondem à Nota: Os dados para 2015 e 2016 correspondem à previsão previsão do OE/2016. do OE/2016.

Análise da projeção para o Consumo privado em 2016

Ministério das Finanças: OE/2016

De acordo com o OE/2016, o consumo privado deverá aumentar, em 2016 face ao ano anterior, 2,4% em termos reais e 3,6% em termos nominais, implicando a variação de 1,2% para o deflator do consumo privado.

De acordo com a informação adicional disponibilizada pelo Ministério das Finanças, no dia 12 de fevereiro, esta estimativa tem conta as seguintes medidas de política económica:

“- Reposição faseada dos cortes salariais;

- Reposição da Sobretaxa (nos termos previstos);

-Política de Rendimentos (aumento do RSI, CSI e outros)

- Aumento do Salário Mínimo”

Para além disso, é justificado:

“Também, é importante referir que foi tomado em consideração que, maioritariamente, as medidas eram dirigidas a um grupo de pessoas cuja taxa marginal de poupança é mais reduzida e o seu consumo se dirige aos Bens Correntes Não Duradouros (com menor conteúdo importado).

27 A literatura sobre o cálculo dos contributos no PIB real inclui, por exemplo: Lynch R (1996) ‘Measuring real growth index numbers and chainlinking’, Economic Trends 512 pp 22–6; Robjohns J (2006) ‘Annual chain-linking’, Economic Trends 630 pp 25–8; Tuke A (2002) ‘Analysing the effect of annual chain-linking on the output measure of GDP’, Economic Trends 581 pp 26–33; Tuke A (2002) ‘The effect of annual chain-linking on components of the expenditure measure of GDP’, Economic Trends 587 pp 39–43.

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 3/2016 • Análise à Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016

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