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Quadro II.3.4. Previsões macroeconómicas e orçamentais

(1) Em percentagem do PIB potencial. Fontes: FMI - World Economic Outlook, outubro 2018; Comissão Europeia, Economic Forecast, maio 2018; OCDE - Economic Outlook, junho 2018; Banco de Portugal – Boletim Económico, junho 2018; CFP - Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022 – Atualização, setembro 2018; Ministério das Finanças.

Relativamente às contas públicas, todas as instituições preveem uma redução do défice orçamental em 2019. No entanto, as instituições divergem quanto ao saldo estrutural de 2019, variando entre um défice de 1,1% do PIB potencial (Comissão Europeia) e um excedente de 0,8% (OCDE). Tal discrepância espelha a vulnerabilidade da metodologia inerente ao cálculo do produto potencial5, crucial para aferir o hiato do produto (output gap) e, consequentemente, o esforço orçamental subjacente às regras do Programa de Estabilidade e Crescimento.

II.3.3. Riscos Macroeconómicos e Análise de Sensibilidade

Principais riscos

As principais instituições internacionais reviram recentemente em baixa as previsões para o crescimento em 2019 na generalidade das economias, na sequência da intensificação dos riscos negativos para o crescimento.

Embora o contexto internacional permaneça favorável, adensaram-se os riscos negativos para o crescimento e o comércio mundiais, relacionados com o aumento das tensões comerciais entre os EUA e a China na sequência da intensificação de políticas protecionistas, iniciadas, em 2018, pelos EUA com a imposição de tarifas alfandegárias sobre as importações de determinados produtos provenientes da China e também da União Europeia.

Adicionalmente, e ainda no contexto internacional, destacam-se outros fatores que poderão exercer um impacto negativo no crescimento:

 Pressões sobre o preço do petróleo causadas, nomeadamente, pela persistência das tensões no Médio Oriente, agravadas pela aplicação de sanções dos EUA ao Irão e, pela deterioração da

5 Ver “TFP à la carte?” in The Portuguese economy: Short essays on structural changes, GPEARI working paper, janeiro 2018.

2018 2019 2018 2019 2018 2019 2018 2019 2018 2019 2018 2019

PIB e Componentes da Despesa (em termos reais) PIB 2,3 2,2 2,3 2,0 2,2 2,2 2,3 1,8 2,3 1,9 2,2 1,9

Consumo Privado 2,3 1,9 2,0 1,8 1,9 1,9 - - 2,2 1,9 2,3 2,0 Consumo Público 1,0 0,2 0,7 0,3 0,7 -0,1 - - 0,8 0,1 1,2 0,7 Investimento (FBCF) 5,2 7,0 5,7 5,3 5,9 6,8 - - 5,8 5,5 5,3 5,2 Exportações de Bens e Serviços 6,6 4,6 6,8 5,5 5,8 4,3 6,5 4,7 5,5 4,6 5,7 4,5 Importações de Bens e Serviços 6,9 4,8 6,9 5,6 6,4 4,7 6,8 5,5 5,7 5,0 6,3 4,8

Evolução dos Preços Deflator do PIB 1,4 1,4 1,3 1,4 1,4 1,3 1,6 1,6 - - 1,4 1,6

IHPC 1,3 1,3 1,2 1,6 1,1 1,7 1,7 1,6 1,4 1,5 1,3 1,4

Evolução do Mercado de Trabalho Emprego 2,5 0,9 2,1 1,3 2,0 1,3 1,9 1,2 2,6 1,2 2,6 1,2

Taxa de Desemprego (%) 6,9 6,3 7,7 6,8 7,5 6,6 7,3 6,7 7,2 6,2 6,9 6,1Produtividade aparente do trabalho -0,2 1,3 0,2 0,8 0,2 0,9 - - - - -0,4 0,6

Saldos das Balanças Corrente e de Capital (em % do PIB) - Capacidades líquidas de financiamento face ao exterior 1,0 1,2 1,5 1,5 - - - - 1,8 1,8 1,5 1,4 - Saldo da Balança Corrente 0,0 0,0 0,6 0,6 -0,3 -0,5 0,2 -0,1 - - 0,7 0,5Cap./Nec. de financ. das Admin. Públicas (% do PIB) -0,7 -0,2 -0,9 -0,6 -0,7 -0,2 -0,7 -0,3 - - -0,5 -0,2 Saldo primário 2,7 3,1 2,7 2,8 2,8 3,1 2,6 2,9 - - 3,0 3,2 Saldo estrutural1 -0,6 -0,3 -1,1 -1,1 0,7 0,8 -0,5 -0,5 - - -0,7 -0,5

MF CE OCDE FMI BdP CFP

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