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12 DE JUNHO DE 2019

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Esta medida pretende intensificar e alargar a base territorial de internacionalização do país, das suas

empresas e organizações, mas também das suas metrópoles, regiões e cidades. Visa o reforço da

competitividade à escala global dos produtos, serviços, conteúdos e conceitos desenvolvidos pelas empresas

nacionais, assim como das caraterísticas diferenciadoras da base territorial, por via do reforço da presença

nas redes globais.

Em termos de internacionalização há algumas orientações estratégicas de base territorial que podem ser

evidenciadas:

– as ações de internacionalização devem atender à geografia internacional (à escala dos Estados Federais,

das Grandes Áreas Metropolitanas ou das Províncias) selecionando territórios-alvo prioritários e focando as

ações em função das especificidades desses territórios e dos respetivos objetivos de captação. É fundamental

desenvolver uma política de internacionalização territorializada.

– a história de Portugal enquanto país pioneiro da globalização, com um vasto património material e

imaterial que ao longo dos séculos foi construindo nos cinco continentes, constitui um ativo a mobilizar e

valorizar em termos de ações para a internacionalização, pois é um recurso e uma ligação intercultural que

facilita o diálogo e gera empatia para os negócios.

– são também importantes os encontros, congressos, feiras internacionais, ações de promoção

internacional, diplomacia económica, missões empresariais, imprensa internacional especializada,

competições desportivas de alta competição, atração de grandes eventos internacionais sediados em Portugal

(a exemplo da web summit), entre outros.

– a promoção e amplificação internacional das amenidades territoriais do país (ambientais, paisagísticas,

culturais, gastronómicas, entre outras), das instituições (desportivas, científicas, museológicas, fundações) ou

ainda de algumas personalidades (ligadas a êxitos desportivos, literários, musicais, artísticos, políticos, de

alcance global), são ativos a utilizar numa maior inserção nas redes globais, pois projetam uma imagem

internacional positiva de Portugal;

– por último, a aposta na valorização do capital territorial específico das cidades e regiões possibilita, por

esta via, o reforço da capacidade de internacionalização da base económica. Neste sentido, é necessário

dinamizar mecanismos que permitam facilitar, agilizar, desburocratizar e apoiar a atração de turistas e

residentes a tempo parcial e de poupanças internacionais.

OBJETIVOS OPERACIONAIS

1. Identificar e selecionar, na geografia internacional, os territórios prioritários (à escala dos Estados

Federados, das Províncias e das Grandes Áreas Metropolitanas) para direcionar e intensificar as exportações

e para aumentar a captação de investimentos, de talentos, de estudantes universitários e de investigadores e

de turistas ou residentes a tempo parcial.

2. Reforçar a competitividade e a inserção nas redes internacionais de capitais, mercadorias, informação,

conhecimento, investigação e inovação.

3. Aumentar e criar uma nova vaga de exportações de bens, serviços, conteúdos e conceitos das empresas

portuguesas, nomeadamente os intensivos em conhecimento e tecnologia e diversificar os destinos

internacionais;

4. Promover a ascensão na cadeia de valor das atividades industriais já consolidadas.

5. Reforçar o investimento de capitais portugueses no estrangeiro, atendendo ao perfil da economia

portuguesa, nomeadamente em regiões estratégicas.

6. Reforçar e diversificar a captação de investimento direto estrangeiro, sobretudo dirigido aos setores

intensivos em conhecimento e tecnologia, ao empreendedorismo e às startups, e as regiões de origem desse

IDE.

7. Atrair turistas e residentes temporários ou permanentes com capacidade financeira ou talento.

8. Afirmar a dimensão internacional de Portugal, através de uma maior liderança das metrópoles e das

principais cidades.