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II SÉRIE-A — NÚMERO 110

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clusters e a sua envolvente, favorecendo a integração atendendo à especialização dos clusters e aos outros

setores com eles relacionados, em consonância com a especialização inteligente;

– identificação das áreas prioritárias do investimento público em I&D, assente em processos participados

e colaborativos, estimulando sistemas de governança que reforcem as redes locais e regionais de

conhecimento e inovação, e a sua inserção noutras escalas territoriais de interação (nacional, internacional e

global);

– reforço da rede de polos de empreendedorismo e inovação e das suas interligações, baseado em

complementaridades e em relacionamentos diversificados com outros setores, através do apoio às iniciativas

empreendedoras e à criação do próprio emprego, que contribuem para incrementar a cultura empreendedora,

a aceleração da inovação e a orientação internacional das ideias de negócio;

– capacitação das organizações do sistema científico nacional (universidades, institutos de investigação e

politécnicos), estimulando a ciência empreendedora, as universidades empreendedoras e os cientistas

empreendedores, reforçando a contratação de investigadores e docentes (jovens doutorados), estimulando a

produção de conhecimento avançado e a qualificação do capital humano especializado nas temáticas com

forte apropriação territorial, assim como a valorização económica do conhecimento e dos processos de I&D

por via das ligações às empresas e a outros atores territoriais;

– capacitação dos Centros de Interface e dos Laboratórios Colaborativos nas áreas-chave de cada um dos

ecossistemas territoriais de inovação levando em conta os clusters existentes e as estratégias de

especialização inteligente, para facilitar as relações entre os diferentes atores do ecossistema, favorecendo a

capacidade de absorção de conhecimento pelas organizações empresariais e o spillover institucional e social,

e contribuindo para a atração de empresas intensivas em conhecimento, inovação e emprego qualificado,

nomeadamente o emprego científico;

– geração de processos de cocriação económica, com os utilizadores e cidadãos (open innovation e

espaços de open innovation), reforçando as atividades partilhadas, envolvendo todas as partes nos processos

de empreendedorismo em processos colaborativos de aprendizagem, experimentação e partilha dos riscos

associados a estes processos;

– atração e criação de financiamento (incluindo capital de risco) associado a estruturas de apoio

administrativo ao investimento e ao envolvimento de empreendedores experientes para o desempenho do

papel de mentores e financiadores de novas atividades de startups.

OBJETIVOS OPERACIONAIS

1. Identificar e caraterizar as componentes dos ecossistemas territoriais de inovação.

2. Identificar as áreas prioritárias do investimento público em I&D+i.

3. Aumentar a capacidade de absorção de conhecimento por parte das organizações empresariais, do

setor público e do terceiro setor.

4. Reforçar a rede de polos de empreendedorismo e inovação e a sua interligação baseada em

complementaridades e relacionamentos diversificados com outros setores.

5. Capacitar as infraestruturas tecnológicas para a transferência de tecnologia para o mercado, o setor

público e o terceiro setor.

6. Criar e capacitar centros de interface nas áreas-chave de cada um dos ecossistemas territoriais de

inovação.

7. Incentivar as empresas a apostar no desenvolvimento de produtos e serviços com incorporação de valor

local ou regional.

8. Gerar processos de cocriação económica, estimulando a criação de redes multiescalares de

conhecimento e inovação.

9. Dinamizar um crescimento económico inclusivo.

10. Atrair financiamento privado e reforçar o financiamento à inovação e ao empreendedorismo.

11. Reforçar a rede de municípios que apoiam o empreendedorismo responsável à escala local e regional.

12. Promover a integração vertical dos clusters (passando a integrar desde o setor primário até ao setor

terciário).