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14 Diário da Câmara dos Deputados

O meu partido só acusou o Govêrno do Sr. Pimenta de Castro de fazer ditadura depois da publicação do decreto de 24 de Fevereiro. Antes disso o Partido Republicano Português não fez nenhuma espécie de oposição ao Govêrno do Sr. Pimenta de Castro, como V. Exas. fazem das praxes constitucionais.

O decreto de 24 de Fevereiro marcou o inicio doma ditadura e antes dêsse dia é que o Sr. Afonso Costa teve uma conferencia com o Sr. Pimenta de Castro.

O decreto eleitoral é ditatorial.

O Sr. Júlio Martins: - Mas está assinado pelo Sr. Galhardo, que é correligionário de V. Exa.

O Sr. Presidente: - Eu chamo a atenção do Sr. António da Fonseca. A hora está adiantada e pregunto a V. Exa. se deseja prosseguir nas suas considerações.

O Orador: - Eu peço a V. Exa. que me reserve a palavra para amanhã.

Antes, porêm, de terminar eu desejo ainda afirmar que as considerações do Sr. Júlio Martins, a propósito da demissão do Sr. João Chagas, não tem razão de ser, que êsse pedido de demissão é posterior a 24 de Fevereiro, e que antes é que o Sr. Afonso Costa se avistou com o Sr. Pimenta de Castro.

E somente isto.

Peço a V. Exa., Sr. Presidente, que me reserve a palavra, para amanha.

Tenho dito.

O Sr. Presidente: - A próxima sessão é amanhã à hora regimental, com a seguinte ordem do dia:

Orçamentos dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e de Marinha.

Está encerrada a sessão.

Eram 40 minutos.

O REDACTOR - Sérgio de Castro.