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968 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 147

João Ameal.
João Carlos de Assis Pereira de Melo.
João Cerveira Pinto.
João Luís Augusto das Neves.
João Mendes da Costa Amaral.
Joaquim Dinis da Fonseca.
Joaquim Mendes do Amaral.
Joaquim de Moura Relvas.
Joaquim de Sousa Machado.
Jorge Botelho Moniz.
Jorge Pereira Jardim.
José Garcia Nunes Mexia.
José Gualberto de Sá Carneiro.
José Maria Pereira Leite de Magalhães e Couto.
José dos Santos Bessa.
José Soares da Fonseca.
José Venâncio Pereira Paulo Rodrigues.
Luís de Arriaga de Sá Linhares.
Luís de Azeredo Pereira.
Luís Filipe da Fonseca Morais Alçada.
Luís Maria Lopes da Fonseca.
Luís Maria da Silva Lima Faleiro.
Manuel Maria Múrias Júnior.
Manuel Maria Vaz.
Manuel Monterroso Carneiro.
Manuel de Sousa Rosal Júnior.
Manuel Trigueiros Sampaio.
D. Maria Margarida Craveiro Lopes dos Reis.
Mário de Figueiredo.
Paulo Cancella de Abreu.
Pedro de Chaves Cymbron Borges de Sousa.
Ricardo Malhou Durão.
Sebastião Garcia Ramires.
Tito Castelo Branco Arantes.
Venâncio Augusto Deslandes.

O Sr. Presidente: - Estão presentes 68 Srs. Deputados.
Está aberta a sessão.
Eram 16 horas e 20 minutos.

Antes da ordem do dia

O Sr. Presidente: - Está em reclamação o Diário das Sessões n.º 143.

Pausa.

O Sr. Presidente: - Como nenhum Sr. Deputado pediu a palavra considero aquele Diário aprovado.
Estão na Mesa os boletins de análise do azeite e respectivas amostras enviados pelo Ministério da Economia em satisfação do requerimento apresentado na sessão de 17 do corrente pelo Sr. Deputado Botelho Moniz.
Vão ser entregues a este Sr. Deputado.
Tem a palavra antes da ordem do dia o Sr. Deputado Borges do Canto.

O Sr. Borges do Canto: - Sr. Presidente: já foi assinalada nesta Assembleia, com relevo e distinção, a recente visita do ilustre Subsecretário de Estado da Educação Nacional ao arquipélago dos Açores.
Não poderei eu, porém, deixar de juntar algumas palavras, em nome do distrito que aqui represento, aos encómios já proferidos, as quais pretendem ser de significativo júbilo e de grato reconhecimento da população do distrito de Angra ao departamento do Estado que enviou esse seu digno representante e, de unia maneira geral, no Governo da Nação, em que está integrado.
Não esquecerei, certamente, de dirigir ao Sr. Dr. Baltasar Rebelo de Sousa um agradecimento especial daquela população pelas suas canseiras, pelo seu esforço,
no desejo de ver muito em tão pouco tempo, paru que todos os problemas que a sua viagem visava pudessem ter a necessária e conveniente solução.
Era costume, antigamente, falar-se na vinda das autoridades insulares ao contacto com o Poder Central e preconizava-se essa prática como meio de trazer junto dos governantes, de viva voz e mais eficiente exposição, as necessidades e aspirações daquelas terras e daqueles povos, não se confiando somente às notas, ofícios e relatórios, por mais explícitos e persuasivos que fossem, essa missão.
Desconfiava-se então, o que não me parece poder ser certo, que esses papéis todos, uma vez recebidos, passavam a dormir um sono mais ou menos prolongado, quando não eterno, nos arquivos dos Ministérios.
Continua a praticar-se essa vinda das autoridades, como não podia deixar de ser, mais espaçadas, é certo, as visitas, do que as que se podem fazer no continente, mesmo dos distritos mais afastados, à capital, pois as distâncias são outras e as vias de comunicação muito diferentes.
Mas de há anos para cá outro procedimento foi adoptado e que, sem dúvida, sobreleva aquele com manifesta e inteira vantagem. Ë agora o Poder Central que vai. nas pessoas de seus representantes, ao contacto com as populações, a ver, auscultar e sentir as necessidades e aspirações dessas gentes longínquas que por muito tempo se esfumaram nas brumas do seu clima húmido, tidas por indolentes e apáticas, sem qualidades de trabalho, sem civismo e amor pátrio, quando afinal são portuguesíssimas, do melhor que há em gente portuguesa, esforçadas no amanho das suas terras e na condução dos seus gados, na produtibilidade das suas profissões, presas às terras que as viram nascer, mas amando igualmente aquela, a maior, donde foram os sen» ascendentes.
Falei do agradecimento da gente açoriana e em particular da do meu distrito, mas referi-me também ao seu júbilo, e e»te vai sendo maior a cada nova visita que o Governo da Nação lhe envia, provindo precisamente da convicção que vai tendo de um maior apreço das suas virtudes, a par de uma mais ampla satisfação das suas necessidades.
A visita do Sr. Subsecretário causou o maior entusiasmo nas duas ilhas do distrito onde foi possível efectuá-la - a Terceira e S. Jorge -, e estou certo de que aquele júbilo se deve ter patenteado nas aclamações com que foi recebido, dirigidas a S. Ex.ª mas envolvendo todo o Governo.
Creio ter sido a primeira vez que o Ministério da Educação Nacional enviou aos Açores um titular da sua pasta. Tinha de ser assim, pois a ocasião prestava-se e até o exigia.
Como no continente, também havia por lá muitos problemas do ensino a examinar e a resolver. Só o seu exame in loco lhes podia dar solução eficiente.
O ensino primário, com as suas escolas, a educação de adultos, as cantinas escolares, o ensino técnico e a sua escola, o ensino liceal e o seu liceu - tudo a precisar de vistas benéficas, de incremento e de renovo.
O problema poder-se-á pôr mais resumida e concretamente assim: novas escolas e novo liceu.
Lembro que há cerca de seis anos disse aqui mesmo, neste lugar, que não tínhamos escolas, que o Plano dos Centenários ainda não nos beneficiara. Logo nesse ano -1950 - o Sr. Ministro das Obras Públicas, indo aos Açores, fez com que o serviço das construções escolares passasse a olhar pura o distrito de Angra, e assim se puderam inaugurar o ano passado alguns edifícios escolares, com várias salas de aula. em freguesias rurais, e na cidade de Angra a grande Escola Infante D. Hen-