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1254 DIÁRIO DAS SESSÕES N.º 162

suprir a carência de meios nem podiam vencer a ausência de estruturação apropriada.
Voar já não é uma aventara que se enfrenta por temeridade.
A força aérea não representa um conjunto de audaciosos que destemidamente enfrentem riscos pelo gosto do perigo.
Ela tem de constituir um conjunto de homens conscientes que aliem à virilidade com que se dedicam ao desempenho da sua missão e ao entusiasmo apaixonante com que servem um ideal a mais sólida preparação técnica e a mais cuidada orgânica de segurança.
Estes requisitos, que fazem da força aérea um verdadeiro corpo de élite, houveram de ser preenchidos num esforço conjunto, que a todos pertence e de que todos legitimamente se orgulham, mas que só foi possível graças ao impulso firme, ao dinamismo inteligente e capacidade mais uma vez evidenciados por um homem a quem o País deve serviços inestimáveis e a quem tem de agradecer o que lhe ofereceu de doação voluntária de uma vida dedicada a vencer dificuldades e a aceitar sacrifícios para que dignamente possamos manter integra a nossa honra.

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-O Ministro da Defesa Nacional, coronel Santos Costa, bem merece que lhe afirmemos daqui o nosso reconhecido agradecimento.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador:-Desse persistente labor de quantos servem nas forças aéreas, conduzido pela marcada devoção ao bem comum, resultou que o Sr. Subsecretário de Estado da Aeronáutica -espirito moço servido por invulgares qualidades e inteligente colaborador do Ministro nesta tarefa- pudesse afirmar na sua mensagem: «Embora com imperfeições, com este ou aquele ponto por completar, pode dizer-se que existe já uma aviação militar capaz e dotada do mais vivo espírito de bem servir. Dela bem podem orgulhar-se os portugueses que nos céus a vêem voando».

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O Orador:-A força aérea, que se afirma, pois, como uma realidade, carece, para o seu progresso, que a Nação lhe continue a oferecer o ambiente de carinhoso apreço com quê a tem acompanhado. Mas carece mais que se forme e desenvolva um clima de apaixonado interesse e de gosto pelo seu estilo de vida e pelos seus ideais.
A nossa juventude, especialmente, haverá de ser movimentada para que nela se cultive, desenvolvendo qualidades bem portuguesas, o «espírito do ar», no qual se contém tudo o que mais marcadamente caracteriza a gente nova e no qual se concretizam todas as suas mais generosas aspirações.
Para tanto importa fomentar o desenvolvimento desses alfobres de vocações aeronáuticas e autênticas forjas desse «espírito do ar», com inestimáveis serviços já prestados, e que são os aeroclubes. Integrados numa orgânica que os ligue, como é indispensável, mais directamente à actividade das forças aéreas e usando todos os meios de fomento do gosto pelos assuntos da aeronáutica (desde o aeromodelismo ao voo à vela e com motor e ao pára-quedismo desportivo), os aeroclubes hão-de ser, nesta hora viva da força aérea, os seus mais activos propagandeadores e dos seus mais úteis colaboradores.
E seja-me permitida um referência especial ao que, nesse conjunto, podem representar os aeroclubes do ultramar, que atingem já, em muitos pontos, desenvolvimento que os situa em posição de marcado relevo, prestando assinalados serviços, que merecem uma palavra, ao menos, de reconhecimento e apreço e que oferecem condições tão favoráveis para o recrutamento e preparação elementar dos jovens que às forças aéreas se dirijam, enquadrando-se na missão, que o Sr. Tenente-Coronel Kaulza de Arriaga definiu como sendo também objectivo da aeronáutica militar, de «ligar, unir cada vez mais Intimamente num todo uno e único as diversas parcelas que, espalhadas pelo Mundo, são Portugal».

Vozes: - Muito bem!

O Orador:-No ultramar bem se deseja, como ainda há dias tive ensejo de referir aqui, que as asas da força aérea cruzem esses céus igualmente portugueses, numa afirmação de soberania e potencialidade nacionais.
Sr. Presidente: a força aérea soube afirmar-se ao Pais e o País envolve-a no seu respeito e apreço.
Como se escreveu: «Consciente da missão que lhe cabe, orgulhosa do intenso labor que se lhe exige, a força aérea reclama do País, não aplausos ou louvores, mas compreensão, simpatia, acolhimento, cooperação».
A forma como decorreram as comemorações do Dia das Forças Aéreas demonstrou que isso não lhe faltará.
Sublinhemo-lo aqui, saudando os homens das forças aéreas, e afirmemo-lhes que nunca lhes faltará esse apoio e que as suas asas são já o nosso orgulho.
A força aérea bem o merece.
Tenho dito.

Vozes: - Muito bem, muito bem!
O orador foi muito cumprimentado.

O Sr. Pinto Barriga: -Sr. Presidente: pedi a palavra para mandar para a Mesa o seguinte

Requerimento

«Nada de novo se estabelecendo, legislativamente, em matéria de política e previdência sociais do Estado, nem se acrescentando qualquer regalia mais a favor dos respectivos beneficiários, quer no relatório e proposta de lei sobre corporações, quer no parecer da Câmara Corporativa, e desejando ser convenientemente elucidado acerca desse sector, sobretudo depois da publicação do interessante quadro estatístico sobre «Dez Anos de Acção Médico-Social», apresentado pela Federação de Caixas de Previdência - Serviços Médico-Sociais, que se junta e se dá aqui como reproduzido, tenho a honra de requerer, nos termos regimentais e constitucionais, que pelo Ministério das Corporações me seja fornecida nota das despesas, respeitantes ao último decénio, que correspondam à tradução contabilística das seguintes rubricas, com as discriminações que nesse mapa se contêm: locais de assistência, pessoal, consultas, enfermagem e outros serviços da mesma Federação».

O Sr. António de Almeida: - Sr. Presidente: há dias o nosso ilustre colega Sr. Eng. Monterroso Carneiro pôs em evidência alguns prejuízos espirituais e materiais resultantes de não ser válido na metrópole o bilhete de identidade passado em Angola por serviço oficial.
Porque a validade do bilhete de identidade interessa tão grandemente a Angola como às restantes províncias ultramarinas portuguesas, permito-me abordar de novo esta questão.