O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

5 DE JUNHO DE 1981 2995

O Sr. Magalhães Mota (ASDI): - Sr. Presidente, nós estamos de acordo com a prorrogação dos trabalhos. Para facilitar o seu andamento, prescindimos da intervenção que iríamos fazer. Faremos apenas uma declaração de voto.

O Sr. Presidente: - A Câmara está de acordo que o Sr. Deputado João Cravinho produza a sua intervenção?

O Sr. Carlos Lage (PS): - Peço a palavra, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. Carlos Lage (PS):- Sr. Presidente, a proposta que eu fiz vai no sentido de que esta sessão seja prolongada até às 21 horas e 30 minutos, de forma a não só poder intervir o Sr. Deputado João Cravinho, mas eventualmente outro deputado do Partido Socialista.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Borges de Carvalho.

O Sr. Borges de Carvalho (PPM): - Sr. Presidente, eu estou inteiramente de acordo com a pretensão do Sr. Deputado Carlos Lage. Simplesmente, verifico que há sete Srs. Deputados inscritos. Portanto, se cada um falar cinco minutos, teremos sessão até às 21 horas e 35 minutos. Se houvesse consenso, falariam os oradores inscritos, não mais do que cinco minutos, e os grupos parlamentares prescindiriam das perguntas e respostas.

O Sr. Presidente: - É que o Sr. Deputado João Cravinho tem uma intervenção de quinze minutos.

O Sr. Borges de Carvalho (PPM): - Dá-me licença, Sr. Presidente?

O Sr. Presidente: - Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Borges de Carvalho (PPM): - Sr. Presidente, eu não queria prejudicar o Sr. Deputado João Cravinho, mas se prolonga a sessão para que possam falar os oradores que estão inscritos não podemos de maneira nenhuma dar os quinze minutos ao Sr. Deputado João Cravinho e, assam, não falarem os últimos três.

O Sr. Presidente: - Há nove oradores inscritos, Sr. Deputado.
Tem a palavra o Sr. Deputado Amândio de Azevedo.

O Sr. Amândio de Azevedo (PSD):- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Eu lamento muito, mas chamo a atenção do seguinte: é uma praxe nesta Assembleia que muitas vezes não haja até sessões para que os grupos parlamentares e os partidos possam ter reuniões.
Nós temos hoje uma reunião importante do nosso grupo parlamentar convocada para as 21 horas e 30 minutos. Mesmo assim, para ir ao encontro dos interesses dos outros grupos, já concordámos no prolongamento até às 21 horas. Pensamos que é uma violência pedirem-nos que concordemos no prolongamento da sessão até às 21 horas e 30 minutos, tanto mais que, prolongando-a até às 21 horas e 30 minutos, não se resolve o problema. Se fosse uma questão que se resolvesse com mais um quarto de hora e todos ficassem satisfeitos, ainda poderíamos conceder, mas, no ponto em que a questão está, penso que se deve cumprir o regulamento aprovado e proceder-se à votação.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Narana Coissoró.

O Sr. Narana Coissoró (CDS): - Sr. Presidente, do nosso lado não haveria qualquer inconveniente em que a sessão fosse prolongada até às 21 horas e 30 minutos, mas não somos insensíveis aos argumentos produzidos pelo Sr. Deputado Amândio de Azevedo. Vemos realmente que, estando nove deputados inscritos, com certeza que não há tempo para encerrar os trabalhos às 21 horas e 30 minutos, pois ainda falta a votação.
Entendemos assim que os trabalhos devem ser encerrados, procedendo-se à votação, devendo remeter-se as intervenções à Mesa para serem publicadas no Diário.

O Sr. Presidente: - Se houvesse acordo de todas as bancadas em que nos limitássemos à intervenção do Sr. Deputado João Cravinho, visto que é a intervenção do Sr. Deputado autor do projecto, intervenção de fundo que não foi produzida na altura porque não estava dactilografada, a sessão terminaria às 21 horas e 15 minutos e as restantes intervenções e declarações de voto vinham para a Mesa para serem publicadas.
Tem a palavra o Sr. Deputado Magalhães Mota.

O Sr. Magalhães Mota (ASDI):- Sr. Presidente, a apresentação das intervenções na Mesa privilegia quem as tem escritas.

O Sr. Presidente: - Tem a palavra o Sr. Deputado Carlos Lage.

O Sr. Carlos Lage (PS):- Sr. Presidente, Srs. Deputados: Eu compreendo o cansaço de todos, mas também considero que os nossos debates devem ter alguma profundidade e devem ser suficientemente amplos participados para que os diversos grupos parlamentares possam manifestar a sua posição. Ora a verdade é que o Partido Socialista, devido à forma como este debate tem decorrido, ainda não teve ensejo de fazer uma intervenção de fundo em que possa explicar o seu projecto que vai ser votado. Por conseguinte, considero que os Srs. Deputados da AD devem fazer mais um sacrifício, para podermos, pelo menos, fazer essa intervenção, ou então prolongar este debate para amanhã de manhã, de forma a que outros deputados possam também intervir.
Há, portanto, duas saídas. A melhor seria a de continuarmos amanhã de manhã. Dado que os partido;;' da AD se opõem, pelo menos que o Sr. Deputado João Cravinho, o principal subscritor do nosso projecto que vai ser votado, possa justificar as razões do projecto, até porque isso pode modificar o voto ds Srs. Deputados da AD.