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1056 I SÉRIE-NÚMERO 31

Srs. Deputados, a próxima reunião plenária realiza-se amanhã, às 15 horas, e terá como ordem do dia a interpelação n.º 15/VI - Sobre política agrícola e situação da agricultura portuguesa (PS).

Finalmente, aproveito para lembrar aos Srs. Deputados que a Conferência dos Representantes dos Grupos Parlamentares prosseguirá de imediato.
Está encerrada a sessão.

Eram 19 horas e 5 minutos.

Declaração de voto enviada à Mesa, para publicação relativa à petição n.º 35/VI

o livre acesso de mulheres, em igualdade de circunstâncias com os homens, a postos de trabalho.
Na minha opinião, isso já não é necessário, a situação está muito bem caracterizada. Apenas um conselho ao Dr. Jardim Gonçalves, Presidente do Banco Comercial Português e aos seus solícitos administradores: nos intervalos das múltiplas contas e dos cifrões que diariamente tantas vezes os preocupam, peguem num singelo poema de grande poetisa, Natália Correia mulher superior a quem era impossível discriminar, porque ela própria sabia discriminar sem dificuldade figuras que assim se comportam.
Leiam, vá, vão ler o poema «Truca-Truca». E que lhes preste...

0 Deputado independente, João Corregedor da Fonseca

Entraram durante a sessão os seguintes Srs. Deputados:

0 comportamento negativo e arrogante de alguns patrões e patrõezinhos no nosso país revela-se, por vezes, de forma peculiar e sem exemplo no mundo civilizado. São, acima de tudo, sedentos de popularidade.
Uns, dedicam-se à «bola» e descobrem repentinamente vocação futebolística, que não desportiva. Com ou sem charutos, bem ou mal cheirosos na boca, surgem nas parangonas dos jornais, fazem ouvir a sua verborreia nas rádios, nas televisões, em dislates constantes, numa ânsia de promoção social que nada tem com a valorização do desporto. São violentos nas suas afirmações, o adversário, para eles é um inimigo, mas o que lhes interessa é... ser falado. De figuras anónimas atingem, num ápice, a tal popularidade, a tal promoção social que ansiavam.
Outros, vão fazendo pela vida, não pagam salários atempadamente, servem-se de crianças a quem exploram em árduos trabalhos, criam desemprego mas, ao mesmo tempo, demonstram o seu novoriquismo - cada vez mais proporcionado por um Governo neo-liberal que não revela preocupações sociais - com manifestações ridículas que não podem deixar de nos preocupar.
Outros, ainda, entram nos jogos financeiros, na especulação bolsista, na busca de lucros fáceis, sem produzirem mais-valias, sem concorrerem para o desenvolvimento do País, sem promoverem emprego. Só o dinheirito lhes interessa. Estes, de uma maneira geral, gostam de ser discretos, de não «dar nas vistas». 0 azar é que, contra a sua vontade, alguns deles passam a ser bem conhecidos do público e dos meios judiciais...
Poucos, mesmo muito poucos, empresários dignos desse nome, existem em Portugal. E bem carenciados estamos desse tipo de empresários que merecem o nosso respeito quando, para além de se valorizarem, contribuem decisivamente para o desenvolvimento do País, revelando simultaneamente preocupações de ordem social.
Mas, repentinamente, surgem uns que nos fazem lembrar os tempos primitivos quando o homem tratava a mulher como um ser inferior, sem poder ocupar um lugar de relevo na sociedade. Neste caso, conta-se o patrão do Banco Comercial Português e a sua élite de administradores a quem repugna ver mulheres nas instalações da instituição financeira que dirigem!
Discriminam as mulheres e não têm grande respeito pelos seus direitos constitucionais. Para eles, tais direitos são como que letra morta. No entanto, não consta que recusem os depósitos feitos exactamente por aquelas de quem eles fogem ... 0 que lhes interessa é o depósito daquilo por que sempre lutam e sonham: o Dinheiro.
Um tema destes é, como não podia deixar de ser, muito grave. Podíamos argumentar longamente, falar nesta atitude retrógrada, referir a Constituição, salientar múltiplas argumentações de crítica e de repúdio por se tentar impedir

Partido Social-Democrata (PSD):

António José Caeiro da Motta Veiga. António Paulo Martins Pereira Coelho. Carlos de Almeida Figueiredo. Guilherme Henrique Valente Rodrigues da Silva. João Maria Leitão de Oliveira Martins. Jorge Paulo de Seabra Roque da Cunha. José Álvaro Machado Pacheco Pereira. Manuel de Lima Amorim. Rui Manuel Lobo Gomes da Silva. Vasco Francisco Aguiar Miguel.

Partido Socialista (PS):

João Maria de Lemos de Menezes Ferreira. José Alberto Rebelo dos Reis Lamego. José Manuel Santos de Magalhães.

Partido Comunista Português (PCP):

António Filipe Gaião Rodrigues.

Deputado independente:

João Cerveira Corregedor da Fonseca.

Faltaram à sessão os seguintes Srs. Deputados:

Partido Social-Democrata (PSD):

Arlindo Gomes de Carvalho. Fernando Carlos Branco Marques de Andrade. Fernando Manuel Alves Cardoso Ferreira. Fernando Monteiro do Amaral. João Álvaro Poças Santos. Joaquim Maria Fernandes Marques. José Agostinho Ribau Esteves. José Guilherme Reis Leite. José Macário Custódio Correia. Maria Manuela Aguiar Dias Moreira. Marília Dulce Coelho Pires Morgado Raimundo. Pedro Manuel Cruz Roseta. Telmo José Moreno.

Partido Socialista (PS):

Alberto de Sousa Martins. António Luís Santos da Costa. Carlos Manuel Natividade da Costa Candal. José Manuel Lello Ribeiro de Almeida.