0547 | I Série - Número 015 | 30 de Abril de 2005
Aplausos do PS.
Vejo também o Sr. Deputado muito interessado em pedir ao Governo medidas relativamente à despesa pública, dizendo que o Governo tem a obrigação de apresentar essas medidas urgentes.
Bom, Sr. Deputado, penso que cometeu um erro ao dizer que este Governo só tomou medidas que implicam mais despesa. Está a esquecer-se certamente, desde logo, da constituição do Governo, que é um Governo mais barato do que o anterior, pela simples razão de que tem menos Ministros!
Risos do PSD.
Depois, foi um Governo cuja primeira medida que tomou foi acabar com aquele espectáculo deprimente, que nada acrescentava à eficiência nem à descentralização, das Secretarias de Estado que andavam a "vaguear" um pouco por todo o País!…
Aplausos do PS.
Não acha que estas foram medidas de controlo da despesa e medidas simbólicas da maior importância?
Aplausos do PS.
Agora, o que reparo é que o Sr. Deputado, em matéria de despesa pública, passa a vida a exigir a este Governo medidas urgentes. E ocorre-me perguntar-lhe o seguinte: mas se eram medidas tão urgentes, por que é que os senhores quando estiveram no governo não as tomaram?! Por que é que não se lembraram delas?!
Aplausos do PS.
E a coisa mais extraordinária, Sr. Deputado, é que depois de o senhor ter sido eleito líder do seu partido a primeira coisa que reclamou a este Governo foi que apresentasse um Orçamento rectificativo!
O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): - Isso é falso!
O Orador: - E eu digo-lhe, Sr. Deputado: um Orçamento rectificativo, para corrigir aquilo que foram as asneiras do anterior governo, que o senhor tinha apoiado!
Aplausos do PS.
O Sr. Deputado Marques Mendes quer-nos dizer onde é que estava não no 25 de Abril mas quando foi aprovado este Orçamento que está em vigor?
Protestos do PSD.
Por acaso não estava nessa bancada, votando este Orçamento que agora pede ao Governo que rapidamente altere para que se desfaçam as asneiras que foram aqui aprovadas, na Assembleia da República?!
Protestos do PSD.
Pois acho que isso é o máximo, Sr. Deputado!
O Sr. Presidente: - Sr. Primeiro-Ministro, o tempo de que dispunha terminou. Queira concluir.
O Orador: - Depois o Sr. Deputado colocou-me mais duas questões. A primeira sobre as Misericórdias. A questão é muito simples, Sr. Deputado: o problema deste contrato e deste protocolo é que o Governo o suspendeu porque - fica a saber - a política deste Governo não visa financiar as instituições, visa financiar as pessoas e as famílias que precisam do apoio do Estado.
Aplausos do PS.
Que isto fique muito claro! Este protocolo foi um erro! E foi um erro porque o anterior governo se comprometeu a pagar 50% das camas, mesmo que não fossem utilizadas. Com esta medida prejudicou o Estado, e essa política nós não seguiremos!