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27 | I Série - Número: 003 | 22 de Setembro de 2007

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — Não temos nenhum preconceito contra o sector privado e lamento muito que essa questão tão obsoleta, ideologicamente, ainda pese tanto como carga ideológica ou, diria mesmo, como «canga ideológica» no Bloco de Esquerda.
Mas digo-lhe mais, Sr. Deputado:…

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Primeiro-Ministro.

O Sr. Primeiro-Ministro: — … sou Primeiro-Ministro, não sou professor de Moral e é por isso que me refiro às políticas e não aos julgamentos de intenções que o Sr. Deputado lança, permanentemente, sobre as pessoas, aqui, nestes debates.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Uma vez que ainda dispõe de tempo, tem a palavra o Sr. Deputado Francisco Louçã.

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, dei-lhe exemplos: o director de oncologia do CUF-Descobertas — função dirigente — e o director do serviço cardiovascular dos Hospitais Privados Portugueses — função dirigente —, que dirigem esses sectores e os do Ministério da Saúde, ao mesmo tempo ganhando um salário nos dois lados, como é evidente.

O Sr. Primeiro-Ministro: — É falso!

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Dei-lhe ainda o exemplo do Director-Geral da Nestlé, que dirige o programa de educação sobre publicidade nas nossas escolas públicas, para crianças de 6 a 11 anos.

O Sr. Primeiro-Ministro: — É falso!

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Porém, quero ainda suscitar-lhe um problema, ao qual o Sr. PrimeiroMinistro não poderá responder agora, porque não geriu o seu tempo para esse fim, mas responderá, certamente, depois de cumprimentar o Partido Socialista.

Risos de Deputados do PSD.

Protestos do PS.

Assim, gostava que me dissesse, em termos concretos, quanto é que ganhará o Estado com a privatização da Rede Eléctrica Nacional,…

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Deputado.

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Concluirei já, Sr. Presidente.
Sabendo-se que as receitas da Rede Eléctrica são de 500 milhões de euros por ano…

O Sr. Presidente: — Queira concluir, Sr. Deputado.

O Sr. Francisco Louçã (BE): — Concluirei, Sr. Presidente.
Como estava a dizer, sabendo-se que as receitas da Rede Eléctrica são de 500 milhões de euros por ano e que se trata de uma função estratégica do Estado, qual é o rendimento que espera obter e a quem vai ser vendida a Rede Eléctrica Nacional?!

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para formular perguntas, tem a palavra a Sr.ª Deputada Heloísa Apolónia.

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, no que toca a lugares no pódio de Portugal, na União Europeia, o orgulho do Sr. Primeiro-Ministro não seria o mesmo se falássemos, por exemplo, de níveis salariais ou do aumento das emissões de gases com efeito de estufa no sector dos transportes, pois não, Sr. Primeiro-Ministro?! Mas a pergunta que lhe quero colocar prende-se com o seguinte: enquanto o Sr. Primeiro-Ministro e n membros do Governo faziam a encenação da abertura do ano lectivo, com escolas escolhidas a dedo, com