20 DE JULHO DE 2019
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Na especialidade, todas estas propostas do PCP foram rejeitadas pela política de direita. Na especialidade,
todas estas propostas foram rejeitadas por PS, PSD e CDS. Temos agora oportunidade de repor os direitos dos
trabalhadores!
O PS disse hoje, a propósito de outra iniciativa, que estas são propostas de felicidade e de natalidade! Pois
bem, Srs. Deputados do PS, têm aqui propostas do PCP que são de felicidade e de incentivo à natalidade.
Vozes do PCP: — Muito bem!
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Acompanhem o PCP e estarão do lado certo da História!
Os direitos dos trabalhadores não são obstáculo ao desenvolvimento do País.
A Sr.ª Ana Mesquita (PCP): — Exatamente!
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Os direitos dos trabalhadores são condição obrigatória para o desenvolvimento
do País.
Aplausos do PCP.
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Tem a palavra o Sr. Deputado José Soeiro, do Bloco de
Esquerda.
O Sr. José Moura Soeiro (BE): — Sr. Presidente, queria cumprimentar os ativistas e dirigentes sindicais que
se encontram nas galerias a assistir ao debate e dizer que o que aconteceu nas últimas semanas no grupo de
trabalho sobre a legislação laboral foi significativo e grave. Não restou nada das propostas da esquerda, no final
deste processo.
Fica na lei do trabalho os cortes da troica e da direita em relação aos dias de férias, ao despedimento ou às
horas extra. Fica na lei a desigualdade entre o público e o privado nos horários de trabalho, no subsídio de
refeição ou no acompanhamento a filhos. Fica na lei a caducidade e a degradação da contratação coletiva.
Ficam na lei as contrapartidas de precarização que foram oferecidas aos patrões: contratos orais para todos os
setores de atividade; bancos de horas fora da contratação coletiva; e o período experimental com o dobro da
duração, uma norma que ofende a Constituição da República.
Mais, ainda: medidas do Bloco de Esquerda que o Partido Socialista aprovou na generalidade foram
chumbadas pela aliança entre o PS, o PSD e o CDS, assim como a medida que apresentámos sobre o
despedimento.
Há 750 000 trabalhadores por turnos que ficam sem qualquer direito por causa da aliança entre o PS, o PSD
e o CDS e que foram olimpicamente desconsiderados neste processo.
Sr.as e Srs. Deputados, já não temos propriamente expectativas sobre um rebate de consciência que anule
esta aliança regressiva a favor dos mais fortes e do patronato. Contudo, os Srs. Deputados têm aqui uma última
oportunidade de se posicionarem a favor dos direitos do trabalho e não a favor da precarização. Têm aqui uma
última oportunidade, Srs. Deputados do Partido Socialista, de honrarem, no campo laboral, o espírito dos
acordos feitos em 2015. Têm aqui, Sr.as e Srs. Deputados, uma oportunidade derradeira de não aprovarem
medidas que são hostis para os trabalhadores e que, do nosso ponto de vista, violam a Constituição e
envergonham este Parlamento.
Aplausos do BE.
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Wanda Guimarães, do Partido
Socialista.
A Sr.ª Wanda Guimarães (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, começo pela primeira afirmação
do Sr. Deputado José Soeiro, de que «não restou nada das propostas da esquerda». Não é verdade! O PS é de
esquerda!