I SÉRIE — NÚMERO 108
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A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — … não constam, em momento algum, do acordo de concertação
social!
O Sr. Adão Silva (PSD): — É verdade!
Protestos do BE e do PCP.
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Assim, o PSD mantém a coerência de sempre e não vai
acompanhar essas propostas, como não as acompanhou em sede de especialidade.
Outra nota que importa salientar, e é bom que o País e os portugueses saibam, é que a proposta de lei que
foi apresentada pelo Governo na Assembleia da República não respeitava o acordo de concertação social.
O Sr. Adão Silva (PSD): — Exatamente!
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Foram propostas apresentadas, designadamente, pelo PSD que
fizeram com que esse respeito viesse a ocorrer.
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Sr.ª Deputada, tem de terminar.
A Sr.ª Clara Marques Mendes (PSD): — Mesmo a terminar, Sr. Presidente, em suma, queria dizer o
seguinte: o Governo enganou os parceiros de coligação, porque lhes prometeu que ia mudar tudo, e só não
enganou os parceiros sociais, porque nós não permitimos.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Tem a palavra o Sr. Deputado António Carlos Monteiro, do
CDS-PP.
O Sr. António Carlos Monteiro (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, a posição do CDS
sempre foi muito clara.
A Sr.ª Rita Rato (PCP): — Isso é verdade!
O Sr. António Carlos Monteiro (CDS-PP): — Consideramos que não era necessário fazer esta revisão da
legislação laboral. Foram os senhores que sempre disseram que a lei em vigor iria aumentar o desemprego,
mas efetivamente ela teve o efeito exatamente contrário, como sempre dissemos.
Esta não foi a lei dos despedimentos, esta foi a lei que permitiu a recuperação do emprego no País.
Aplausos do CDS-PP.
Portanto, o CDS não considera necessária a alteração da legislação laboral,…
O Sr. João Oliveira (PCP): — Mas, já agora…!
O Sr. António Carlos Monteiro (CDS-PP): — … mas, uma vez que houve o acordo de concertação social,
o CDS respeita a concertação social. O CDS respeita esse foro, nomeadamente sempre que os parceiros sociais
e o Governo se reúnem e entendem fazer alterações.
Como respeitamos esse acordo de concertação social, fomos particularmente exigentes com o Governo,
porque ouvimos os parceiros sociais e verificámos que a proposta de lei não o cumpria integralmente.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!