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II DE MARÇO DE 1981

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GRÁFICO 5

Balança de transacções correntes

"VER DIÁRIO ORIGINAL"

Som. — Os valores para 197», 1979 e 1980 tío estimativas dos serviços da Com. des Communauíes Europennes.

Foste: CEE.

O défice originado pelo aumento do preço do petróleo não só não é identicamente partilhado (porque há países que beneficiam de um aumento das exportações) como não é identicamente financiado. Para os países menos desenvolvidos resta a limitação das importações e o recurso à desvalorização como modo de reequilíbrio externo. Em contrapartida, os países industrializados têm procurado deslocar o défice para outros ou preservar a margem conferida pelo exce-cente já alcançado. A resultante final tende a ser depressiva e está expressa na desaceleração do comércio mundial e no reavivar de práticas, directas e indirectas, de proteccionismo.

Como consequência, o quadro económico internacional encontra-se hoje subordinado à busca de reequilíbrios externos através de acções não concertadas. Como efeitos imediatos deste quadro, deparam--se-nos o declínio na taxa de crescimento do comércio internacional, o agravamento da taxa de inflação, a queda do investimento e, por consequência, o agravamento do desemprego.

As políticas de cariz anttefclico .têm-se revelado inoperantes, ou porque chocam no agravamento do défice externo ou porque estimulam a taxa de inflação, sem correspondente relançamento das expectativas dos agentes investidores, Advckyníntmente, persistem os sintomas de instabilidade na ordem económica in-

ternacional, reflexo da ausência de um novo centro ordenador das diferentes formas de relacionamento internacional ou da reposição do anterior.

O aumento de 73 % no preço do petróleo registado entre o 4.° trimestre de 1978 e o 4.° trimestre de 1979 veio repor todos os problemas atrás enunciados, trazendo eventualmente à economia mundial um novo período de estagnação.

1.2 — Uma perapectivaçao quantitativa do médio prazo

6 — A economia internacional, para cuja evolução a longo prazo se apontam as análises sintetizadas em apéndice a estas Grandes Opções, deverá crescer moderadamente nos anos mais próximos. Esta a tendência para a qual apontam todos os estudos previsionais disponíveis nas várias fontes habitualmente consideradas em termos de economia mundial — OCDE, CEE, Banco Mundial e ONU.

A amplitude e a duração das crises económicas conjunturais dos últimos anos levantam várias interrogações, ainda sem resposta. Procura-se actualmente apreender quais foram as determinantes estruturais das flutuações de conjuntura dos últimos anos, para, através de uma politica concertada, se garantir uma retoma durável da economia num quadro menos inflacionista.