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164 | II Série A - Número: 009S2 | 13 de Outubro de 2007

Envolvente do Financiamento Em 2007, a economia mundial continuou a revelar-se dinâmica. Não obstante a moderação do crescimento observada nos EUA, na generalidade dos países a actividade continuou a expandir-se de forma robusta, em particular nos mercados emergentes. Na área do euro e no Japão, o ritmo de crescimento manteve-se acima do potencial.
A Reserva Federal (FED), num contexto de abrandamento económico, induzido essencialmente pela correcção do mercado imobiliário, mas com riscos inflacionistas ascendentes associados à evolução favorável do mercado de trabalho, à depreciação do dólar e à subida do preço do petróleo e de outras matérias primas, decidiu manter a taxa de juro dos fed funds inalterada ao longo do primeiro semestre.
Contudo, em Agosto, a FED optou por descer a taxa de desconto, em resposta à volatilidade entretanto observada nos mercados financeiros e após várias injecções de liquidez no sistema financeiro pelos principais bancos centrais. Em Setembro, a taxa dos fed funds foi reduzida em 50 pontos base. O Banco Central Europeu (BCE) manteve a sua actuação de aperto gradual das condições monetárias na primeira metade do ano, na tentativa de evitar a materialização de riscos inflacionistas a médio prazo, num quadro de evolução positiva da actividade e de forte crescimento monetário e do crédito. No entanto, e tendo em conta o aumento da incerteza nos mercados financeiros e as dúvidas quanto ao seu impacto na evolução económica, o BCE deu indicações em Outubro que poderia fazer uma pausa na subida das taxas de juro que os mercados estavam a antecipar para o último trimestre. O Banco do Japão subiu a taxa de referência em Fevereiro, em 25 pontos base, para 0,5%.
No que respeita ao mercado obrigacionista, as yields de longo prazo do Treasury e do Bund apresentaram uma trajectória de evolução análoga. No primeiro semestre, observou-se uma tendência de diminuição dos preços das obrigações em ambos os mercados, que reflectiu essencialmente a melhoria das perspectivas dos investidores relativamente à evolução da economia, a par de um aumento do prémio de risco. No caso dos EUA, a subida das yields foi ainda suportada pela expectativa crescente de que a FED poderia adoptar uma política monetária mais restritiva do que o previsto inicialmente, num contexto de riscos inflacionistas e de crescimento económico mais forte. Por outro lado, na segunda metade do ano, iniciou-se um movimento inverso, com o mercado de rendimento fixo a evidenciar uma valorização significativa, particularmente notória na economia norte-americana.
Este comportamento esteve associado a preocupações crescentes dos investidores com os desenvolvimentos do crédito hipotecário de alto risco norte-americano, nomeadamente o seu impacto sobre outras classes de activos e potenciais ramificações macroeconómicas adversas. Em conformidade, a curva de rendimentos europeia registou uma inversão do declive comparativamente ao final de 2006, reflectindo principalmente a subida das taxas de curto prazo, em consequência da política monetária seguida pelo BCE. Nos EUA, onde já se observava uma inclinação negativa, verificou-se uma acentuação desse posicionamento da curva.

Necessidades e Fontes de Financiamento do Estado em 2007 Estima-se que as necessidades líquidas de financiamento do Estado atinjam 5,9 mil milhões de euros em 2007, reduzindo-se cerca de 2,3 mil milhões de euros em relação ao ano precedente. Os maiores contributos para esta evolução resultam da diminuição do défice orçamental do sub-sector Estado (que,