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PARECER SOBRE A CONTA GERAL DO ESTADO DE 2014

assistir-se a uma significativa diferença no crescimento médio anual dos preços no consumidor entre

regiões, sendo mais elevado nos países emergentes, com 5,1% (5,8% em 2013), e menos forte nas

economias avançadas, com 1,4% (igual à variação registada em 2013).

Gráfico 3 – Saldos orçamentais na área do euro (% PIB) Gráfico 4 – Dívidas públicas na área do euro (% PIB)

(a) A Letónia e a Lituânia passaram a integrar a área do euro em 1 de janeiro de 2014 e em 1 de janeiro de 2015, respetivamente. O agregado da área do euro para 2013 e 2014

inclui estes dois países.

Fonte: AMECO, maio de 2015.

À semelhança do verificado na evolução do PIB e da taxa de inflação, as economias apresentaram uma

realidade distinta no que concerne aos principais indicadores das finanças públicas em 2014. O défice

orçamental situou-se em 3,4% nas economias avançadas (3,8% em 2013) e 2,6% nas economias

emergentes (1,8% em 2013). Relativamente à dívida pública, esta atingiu nas economias avançadas

104,6% do PIB (104,9% em 2013), contrastando com 41,4% nas economias emergentes (39,4% em

2013).

As medidas de contenção orçamental e de reequilíbrio das finanças públicas que têm vindo a ser

colocadas em prática pela maioria dos países da área do euro contribuíram para a redução do défice

orçamental em 2014 que atingiu 2,4% (2,9% em 2013). Porém, nove países apresentavam ainda

défices superiores ao limite de 3% do PIB. O processo de consolidação orçamental não evitou a

persistência da trajetória de subida do rácio da dívida pública no PIB, que em 2014 ascendeu a 94,2%

(93,2% em 2013). Apenas cinco países apresentaram rácios inferiores ao valor de referência de 60%

do PIB.

1.1.2. A economia portuguesa

A economia portuguesa registou um crescimento de 0,9% em 2014 (2,0 p.p. acima do observado em 1

2013), igual ao da média dos países da área do euro, após três anos consecutivos de contração .

1 Os dados apresentados ao longo deste ponto têm como fontes o INE - Contas Nacionais (Base 2011, SEC 2010),

setembro de 2015 e o BdP – Boletins Económicos, maio e outubro de 2015.

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