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Tribunal de Contas

Quadro 1 – Evolução dos principais indicadores macroeconómicos de Portugal, 2010 a 2014

(taxas de variação real em %, salvo indicação em contrário)

Var. Indicadores macroeconómicos 2010 2011 2012 2013 2014

2014/13 (p.p.)

PIB 1,9 -1,8 -4,0 -1,1 0,9 2,0

Consumo privado 2,4 -3,6 -5,5 -1,2 2,2 3,4

Consumo público -1,3 -3,7 -3,3 -1,9 -0,5 1,4

FBCF -0,9 -12,5 -16,6 -5,1 2,8 7,9

Exportações 9,5 7,0 3,4 6,9 3,9 -3,0

Importações 7,8 -5,8 -6,3 4,7 7,2 2,5

Contributo da procura interna(a) 2,0 -6,2 -7,3 -2,0 2,2 4,2

Contributo da procura externa(a) -0,2 4,5 3,6 0,8 -1,3 -2,1

Taxa de inflação (IPC) 1,4 3,7 2,8 0,3 -0,3 -0,6

Emprego 1,5 -1,5 -4,1 -2,6 1,6 4,2

Taxa de desemprego (%) 10,8 12,7 15,5 16,2 13,9 -2,3

Saldo da Balança corrente e de capital (% PIB) -8,8 -4,5 0,1 3,0 2,0 -1,0

(a) Contributo para a taxa de variação real do PIB, em pontos percentuais.

Fonte: INE (Dados das Contas Nacionais, Base 2011, SEC 2010) e BdP.

A procura interna assumiu o papel principal no crescimento do PIB, com um contributo de 2,2 p.p.

(-2,0 p.p. em 2013). Por sua vez, o contributo da procura externa foi negativo em 1,3 p.p. (0,8 p.p em

2013) devido ao aumento das importações e ao abrandamento do crescimento das exportações. A

tendência verificada no triénio 2011/2013 de contributo negativo da procura interna e de contributo

positivo da procura externa na variação real do PIB foi invertida em 2014.

A recuperação do consumo privado (mais 3,4 p.p. face a 2013), fruto do crescimento do consumo de

bens duradouros (14,6%) e de bens correntes não alimentares e serviços (1,5%), esteve em linha com a

melhoria das condições no mercado de trabalho e a redução do serviço da dívida das famílias. A

redução do consumo público refletiu a continuidade do processo de ajustamento das contas públicas,

embora de menor magnitude (redução inferior em 1,4 p.p. à verificada em 2013). O investimento

cresceu 7,9 p.p. por comparação com o ano anterior, destacando-se a evolução da componente de

equipamento de transporte (18,8%) e de outras máquinas e equipamentos (14,4%).

O crescimento mais moderado das exportações em relação a 2013 (-3,0 p.p.) ocorreu essencialmente

devido à queda nas exportações de combustíveis minerais (-8,5%) e ao abrandamento nos serviços não

turísticos, com destaque para os serviços de construção e para os serviços de manutenção e reparação.

As exportações de bens e serviços permaneceram, todavia, como a componente mais dinâmica da

procura global. As importações de bens e serviços registaram uma aceleração (2,5 p.p.), com destaque

para o aumento das importações de máquinas e aparelhos (15,2%), de veículos e outro material de

transporte (10,5%) e de serviços de transporte e outros serviços prestados às empresas.

A taxa de inflação sofreu uma variação negativa de 0,6 p.p. face a 2013, em linha com a trajetória

negativa sentida na maioria das economias avançadas e em particular na área do euro, decorrente,

sobretudo, da queda dos preços do petróleo.

O mercado de trabalho manteve a tendência de recuperação iniciada em 2013, com a taxa de

desemprego a reduzir-se em 2,3 p.p.. Em termos médios anuais, a taxa de desemprego atingiu 13,9%

da população ativa, evolução positiva apesar do desemprego de longa duração ter continuado a

aumentar, fixando-se em 65,5% (62,1% em 2013).

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