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12 DE SETEMBRO DE 2018 169

proporciona e pela multiplicação de oportunidades de ligação das empresas e dos cidadãos ao resto do

mundo. Portugal, no meio das principais rotas comerciais e de navegação mundiais centrais e não-centrais,

tem vindo a beneficiar do aumento rápido da sua conetividade externa, alavancado sobretudo nas

infraestruturas portuárias e aeroportuárias. Esse aumento da conetividade tem tradução direta no crescimento

da procura e do consequente nível de saturação das principais infraestruturas, em particular no setor

portuário, com taxas de utilização muito elevadas e muito próximas da capacidade máxima instalada nos

terminais dos portos de Leixões, Lisboa e Sines atualmente existentes O posicionamento geográfico e

geopolítico do País confere-lhe condições favoráveis para que continue a crescer neste domínio, tendo assim

condições privilegiadas no negócio de bunkering de Gás Natural Liquefeito (GNL), nos seguintes segmentos:

navegação comercial, turismo, transporte de longa e curta distância. É assim necessário apostar no reforço

da capacidade e atratividade das infraestruturas de transporte internacional. Complementarmente, importa

estender territorialmente os benefícios proporcionados por esta conetividade externa, o que justifica a

melhoria das ligações das infraestruturas de transporte internacional às redes de distribuição. Igualmente, a

nível regulatório, as novas restrições ambientais abrem mercado para o uso do GNL como combustível base

da mobilidade marítima, substituindo o fuel.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Alargar a conetividade externa, potenciando e distribuindo territorialmente as oportunidades criadas pelo

posicionamento geográfico do país, através do reforço das infraestruturas de conexão internacional e das

suas ligações intra e intermodais ao resto do território nacional, nomeadamente através de:

– Reforço da capacidade das redes de infraestruturas, adaptando-as à pressão de tráfego no sistema

portuário, através inevitavelmente da construção de novos terminais nos portos de Leixões, Lisboa e Sines,

e aeroportuário, nomeadamente através da construção de uma nova infraestrutura aeroportuária na região

de Lisboa que dê resposta rápida à necessidade de alívio do atual Aeroporto Humberto Delgado;

– Afirmação do hub GNL portuário e criação e um mercado sustentável para o GNL marítimo, garantindo

desta forma ganhos de atratividade e sustentabilidade do sistema portuário;

– Melhoria da integração logística e da ligação das infraestruturas portuárias e aeroportuárias às redes de

transporte terrestre (com destaque para as ligações ao sistema ferroviário) e fluviais;

– Aumento da interoperabilidade do sistema ferroviário e, consequentemente, da sua integração na Rede

Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

OBJETIVOS OPERACIONAIS

1. Aumentar / adequar/ otimizar a capacidade portuária e aeroportuária

2. Melhorar as condições de desenvolvimento dos hubs portuários e aeroportuários

3. Assumir Portugal como hub comercial de GNL transcontinental, hub de transhipment de GNL Small-

Scale e Área de Serviço GNL marítimo

4. Melhorar o desempenho e a eficiência das cadeias logísticas e de mobilidade

5. Aumentar a interoperabilidade do sistema ferroviário

6. Aumentar a competitividade e atratividade dos sistemas de transporte internacional

7. Aumentar a conetividade externa para passageiros e mercadorias

8. Aumentar a procura interna e externa da atividade económica

9. Melhorar as conetividades e a cooperação com Espanha.

2. RESPONSABILIDADES DE CONCRETIZAÇÃO

ENTIDADES ENVOLVIDAS

ANAC; AMT; IMT; Concessionárias e

demais empresas do setor marítimo; DGRM; Administrações Portuárias; ANA

Entidades de NAV, companhias e demais – Aeroportos de Portugal; IP; Regiões Principais Parceiros

Coordenação empresas do setor aéreo; Cluster Autónomas

AED; Portugal Clusters; Operadores

ferroviários, logísticos e turísticos