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II SÉRIE-A — NÚMERO 141

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A revisão do PNEC 2030 decorreu em paralelo com a revisão do RNC 2050, assegurando a coerência das

trajetórias de curto prazo com a perspetiva de longo prazo, rumo à neutralidade climática. O exercício de revisão

das projeções de emissões de GEE concentrou-se numa primeira fase na revisão dos setores de atividade

correspondentes ao sistema energético, incluindo o setor electroprodutor e refinação, setor dos transportes,

indústria, edifícios e agricultura (na componente energética). Na segunda fase, foram revistas as projeções de

emissões de GEE dos restantes setores, agricultura, florestas e outros usos do solo e resíduos e águas

residuais, permitindo inferir, em conjunto com os resultados obtidos sobre o setor energético, as implicações

associadas à antecipação da meta da neutralidade climática para 2045, em linha com as orientações previstas

na Lei de Bases do Clima.

Este novo exercício de modelação prevê, tal como o anterior que sustentou o desenvolvimento do PNEC

2030 e do RNC 2050, alguns dos impactos expectáveis das alterações climáticas no horizonte 2045/2050,

nomeadamente alterações na eficiência de tecnologias, na procura de serviços e na disponibilidade de recursos

(como por exemplo, redução da disponibilidade hídrica ou aumento das necessidades de arrefecimento de

espaços).

Os resultados deste exercício permitiram a reanálise do potencial de redução de emissões nacionais,

confirmando-se a viabilidade técnica e económica de prosseguir numa trajetória de descarbonização no

horizonte 2030, rumo à neutralidade climática em 2045. A análise setorial das trajetórias de emissões confirma

que todos os setores têm um potencial de redução de emissões de GEE significativo, embora os ritmos de

redução possam ser diferenciados.

A análise do comportamento dos diferentes setores nas condições estabelecidas no cenário de políticas

existentes (WEM – With Existing Measures), bem como no cenário políticas adicionais (WAM – With Additional

Measures), permitiram identificar fatores críticos, tendências e comportamentos dos mesmos no horizonte

temporal considerado.

De seguida apresenta-se uma súmula dos resultados obtidos em termos de emissões de GEE setoriais no

horizonte 2030 e 2040, no cenário de políticas adicionais.

Tabela 67 – Projeção de emissões de GEE por setor (sem emissões indiretas de CO2) – Cenário

políticas adicionais (kt CO2eq)

Cenário políticas adicionais

2005 2030 2040

1. Energia 62 555 20 604 13 721

Indústrias da energia, incluindo produção de eletricidade e calor e refinação (1A1)

25 503 1979 871

Indústrias da manufatura e construção (1A2) 10 579 2652 1514

Emissões fugitivas (1B) 631 644 213

Transportes (1A3) 19 947 14 049 6933

Serviços (1A4a) 3037 216 0

Residencial (1A4b) 2784 970 337

2. Processos Industriais e usos de produtos (2) 8211 3885 1654

F-gases (2F) 783 84 64

3. Agricultura (3 e 1A4c) 8288 7791 6919

4. Resíduos e Águas Residuais (5) 6806 4872 3427

Total 85 860 37 057 21 867

Total CELE 36 426 7567 7077

Total Não-CELE 49 434 29 491 14 791

Captura CO2 (CCU) 0 -95 -3853