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10 DE DEZEMBRO DE 2024

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Tabela 68 – Potencial de reduções de emissões de GEE face a 2005 (%)

cenário políticas

existentes

cenário políticas

adicionais

2030 2040 2030 2040

1. Energia -58 % -77 % -67 % -78 %

Indústrias da energia, incluindo produção de

eletricidade e calor e refinação (1A1) -91 % -94 % -92 % -97 %

Indústrias da manufatura e construção (1A2) -52 % -91 % -75 % -86 %

Emissões fugitivas (1B) 42 % -12 % 2 % -66 %

Transportes (1A3) -21 % -47 % -30 % -65 %

Serviços (1A4a) -83 % -100 % -93 % -100 %

Residencial (1A4b) -51 % -84 % -65 % -88 %

2. Processos Industriais e usos de produtos (2) -53 % -60 % -53 % -80 %

F-gases (2F) 94 % 12 % -89 % -92 %

3. Agricultura (3 e 1A4c) -5 % -10 % -6 % -17 %

4. Resíduos e Águas Residuais (5) -27 % -48 % -28 % -50 %

Total -50 % -67 % -57 % -75 %

Total CELE -71 % -88 % -57 % -89 %

Total Não-CELE -42 % -69 % -59 % -70 %

Cenário políticas adicionais (WAM)

No que se refere ao cenário políticas adicionais e conforme referido anteriormente, foram consideradas todas

as políticas e medidas adotadas ou planeadas após a data de 30 de junho de 2022, para o setor energético e

setor das florestas. Nos setores dos resíduos e águas residuais e setor da agricultura, foram consideradas neste

cenário todas as políticas e medidas adotadas ou planeadas até ao final de 2023.

Importa ainda referir que o cenário de políticas adicionais teve também em consideração a antecipação da

meta de neutralidade climática para 2045.

Salienta-se, no entanto, que a este cenário de políticas adicionais se encontra associado um aumento muito

significativo na procura de energia resultante de diversos projetos industriais verdes, e outros, previstos serem

implementados em Portugal na presente década. Assim, os resultados em termos de redução de emissões de

GEE do sistema energético refletem a concretização desses projetos. Importa, todavia, referir que os projetos

em causa assentam na utilização de energias renováveis e permitem ganhos significativos em termos de

diversificação de vetores energéticos, rumo ao phase-out da utilização de combustíveis fósseis.

Neste cenário, perspetiva-se um potencial de redução das emissões de GEE de cerca de 57 % em relação

a 2005, ascendendo esse valor a 75 % em 2040 (sem LULUCF), em linha com as metas da Lei de Bases do

Clima, o que implica a descarbonização praticamente total da produção de eletricidade, e uma forte redução das

emissões da mobilidade e transportes, dos edifícios e serviços até ao final da próxima década.

Tal como referido, no caso do setor electroprodutor, a sua transformação até 2040 é muito semelhante entre

os dois cenários, dado que apesar de maior capacidade instalada renovável a procura de eletricidade é também

superior no cenário WAM o que condiciona os benefícios mais significativos dessa penetração.

Quanto ao setor da indústria da manufatura e construção prevêem-se reduções de cerca de 75 % em 2030

a 86 % em 2040, face às melhorias expectáveis na eficiência dos processos e na utilização de combustíveis

menos poluentes, com incorporação de mais CDR e biomassa, eletrificação e gases renováveis onde se incluem

o hidrogénio verde e o metano sintético e/ou de origem biológica. Neste cenário, perspetiva-se uma competição

pela eletricidade neste setor uma vez que existem outros também com grandes necessidades, como sejam os

transportes ou os novos projetos de produção de aço verde e data centers.

No caso dos transportes, neste cenário, prevê-se uma redução de emissões de GEE de 30 % e 65 %, para