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0014 | II Série C - Número 010 | 04 de Dezembro de 2004

 

rendibilidade, foi decidido aumentar o posicionamento longo face ao benchmark, tendo-se, assim, criado uma posição longa no valor nominal de 600 milhões EUR durante Fevereiro.
No início do mês de Março, acentuando-se a descida das taxas de rendibilidade (divulgação de indicadores relativos ao mercado de trabalho nos EUA, muito inferiores ao esperado) e face ao facto das taxas de juro se encontrarem nos valores mínimos observados desde Setembro de 2003, optou-se por aumentar a exposição longa na maturidade dos 10 anos, num montante adicional de 200 milhões EUR.
Ainda no decorrer do mês de Março, aquando do leilão de reabertura da OT 4,375% Junho 2014 e face ao nível extremamente baixo das taxas de rendibilidade, muito próximos da barreira psicológica dos 4% na taxa swap a 10 anos do Euro, foi decidido aumentar em mais 400 milhões EUR a posição longa da carteira face ao benchmark.
No final do trimestre a carteira encontrava-se, deste modo, com uma posição longa de 1200 milhões EUR, que foi considerada adequada face à expectativa de uma correcção em alta das taxas de juro no segundo trimestre.

5.3. Movimento e saldo da dívida pública

O valor nominal do saldo da dívida directa do Estado no final do primeiro trimestre, apurado na óptica da contabilidade pública e avaliado a câmbios de final do mês, ascendia a 84 052 milhões EUR (Quadro 4). Deste modo, face ao valor do final de 2003, no conjunto dos três primeiros meses do ano o stock da dívida aumentou em 675 milhões EUR, ou seja, uma variação de 0,8%.
Assim, se tivermos em conta o disposto no artigo 61.º da Lei n.º 107-B/2003 de 31 de Dezembro (Lei do Orçamento do Estado para 2004), que estipulava um aumento do endividamento líquido global directo até ao máximo de 8244,5 milhões EUR, conclui-se que somente 8,2% deste valor foi utilizado. Logo, se considerarmos uma evolução linear ao longo do ano, este valor situa-se claramente abaixo de 25%, o que parece ser positivo.