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8 | II Série C - Número: 059 | 26 de Maio de 2007

No caso da PSP, tratou-se, em grande parte, da formação ministrada aos seus elementos, das parcerias desenvolvidas com entidades de apoio à vítima e da criação de Equipas de Proximidade de Apoio à Vítima (EPAV) existentes em cada um dos Comandos Metropolitanos e Regionais.
Assim, o aumento das participações por violência doméstica no nosso país pode ser atribuído à redução crescente das cifras negras e não a um aumento real do fenómeno.
Também no âmbito dos crimes rodoviários destaca-se o crime de «condução com TAS ≥ 1,2 g/l no sangue» (20 132 casos); a «condução perigosa de veículo rodoviário» (475 casos) e a «condução sem habilitação legal» (20 235 casos), podendo também aqui o acréscimo resultar de uma maior proactividade das Forças de Segurança e de uma maior incidência das acções de fiscalização.

2.2.3 Participações por entidade Destacam-se os acréscimos de participações registados na GNR e na PSP, com subidas de 1,6% e 2,9%, respectivamente, e em contrapartida o decréscimo de 4,5% observado na PJ, conforme resulta do quadro seguinte:

2.2.4 — Criminalidade violenta e grave As participações no âmbito da criminalidade denominada de violenta e grave sofreram um acréscimo de 2% em relação ao ano anterior, correspondente a mais 417 casos, sendo que o crescimento médio anual deste tipo de criminalidade nos últimos 10 anos é de 3,7%.
O crime de roubo na via pública, excepto por esticão, e o furto/roubo por esticão continuam a ser os que têm maior peso relativo, respectivamente, com 55% e 25%.
Para o aumento observado, contribuíram sobretudo os crimes de:

— Homicídio voluntário consumado, com 194 casos (+20,5%); — Rapto, sequestro e tomada de reféns, com 556 casos (+26,9%); — Roubo na via pública, excepto esticão, com 11 818 casos (+3,5%); e — Roubo a motorista de transporte público, com 226 casos (+51,7%).

Em contrapartida, destacam-se as descidas observadas nos crimes de:

— Ofensa à integridade física grave, com 673 casos (-1,6%); — Violação, com 341 casos (-6,1%); — Furto/roubo por esticão, com 5378 casos (-2,5%); e — Resistência e coacção sobre funcionário, com 1698 casos (-0,6%).

2.2.5 — Distribuição geográfica No que tange à distribuição geográfica, continua a verificar-se uma significativamente maior incidência de actividade criminosa nas principais áreas urbanas do litoral: representando Lisboa, Porto, Setúbal, Faro, Aveiro e Braga mais de 70% do total.
A análise da distribuição distrital da criminalidade permite constatar descidas em mais de 50% (11) dos distritos e regiões autónomas, sendo de sublinhar, pela positiva, os decréscimos verificados em Portalegre, Aveiro, Coimbra, Viana do Castelo, Viseu, Beja e Madeira e, pela negativa, os acréscimos verificados nos distritos de Évora, Santarém, Lisboa, Porto, Setúbal e Castelo Branco, conforme resulta do quadro abaixo apresentado:

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