O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

5 | - Número: 032 | 9 de Junho de 2011

Estes 12 pontos são um resumo das actividades da Comissão Técnica e Aeroespacial ao longo dos anos, sendo uma porta aberta para o futuro. Um futuro que já está aqui, hoje, e que devemos construir juntos.
De facto, a Assembleia conclui os seus trabalhos e vai entrar nos anais da história das instituições europeias. Estudantes, pesquisadores, alguns de nós, continuarão a estudar e analisar os relatórios e diversos documentos da Comissão Técnica e Aeroespacial, de todas as comissões.
Eles encontrarão informação, orientação e reflexão sobre temas que ainda são relevantes. A Europa da defesa experimentou grandes progressos nos últimos 20 anos. Porém, seja da parte dos Estados, da União Europeia, da OTAN e da UEO, os problemas fundamentais estão ainda presentes, principalmente em matéria de voluntarismo e coragem política, de integração europeia e euro-atlântica, de gestão e alocação de recursos.
A nossa Comissão, que começou em 1966, como uma Comissão para Assuntos Espaciais, tem sido sempre o local de síntese entre as questões técnicas e as questões políticas. Promoveu incansavelmente as capacidades científicas, tecnológicas e industriais europeias, a autonomia e a independência tecnológica.
As questões espaciais têm estado sempre no centro das nossas actividades, tanto no tema estratégico do acesso, no estudo dos sistemas e no desenvolvimento de programas espaciais integrados de exploração do espaço para fins de comunicação, observação e navegação, ao serviço da segurança e da defesa, e mais amplamente, para apoiar as populações dos Estados europeus.
As indústrias e capacidades técnicas e industriais sempre foram apoiadas pela nossa Comissão. As especificidades nacionais, a contribuição económica, a questão do emprego e do desenvolvimento da autonomia europeia em termos de sistemas e equipamentos de segurança e de defesa, assim como o tema relevante do mercado europeu dos equipamentos de defesa, têm sido estudados, inclusive com visitas in loco e debatidos, produzindo propostas para melhorar este sector estratégico.
Os avanços tecnológicos, a pesquisa e tecnologia, o desenvolvimento tecnológico, também são uma parte integrante do nosso património, uma herança que passamos aos nossos sucessores. A pesquisa e tecnologia, na nossa abordagem, têm sido sempre um caso duplo, combinando a segurança e a defesa, a investigação civil, bem como a investigação para fins militares.
Os equipamentos de defesa, alguns com fins civis ou humanitários e de segurança, foram objecto de numerosos relatórios dedicados. Os aviões de combate, os aviões não tripulados, as armas espaciais, os mísseis, os veículos blindados, o transporte aéreo militar — incluindo o Airbus A-400M — os programas navais, já não têm segredos para os membros desta Assembleia.
As implicações em termos económicos, tecnológicos e industriais dos programas de equipamentos de defesa foram analisadas, tendo como preocupação central a manutenção, o fortalecimento e o desenvolvimento da Base Industrial e Tecnológica Europeia da Segurança e Defesa.
Este tema inclui todos os anteriores, e, na actualidade de hoje representa uma grande questão estratégica para o futuro da Política de Segurança e Defesa Comum da União Europeia e, além disso, para a segurança e defesa da Europa da UE e da NATO.
A lista é longa e o tempo é curto para enumerar a contribuição da nossa Comissão e da nossa Assembleia para a causa da defesa europeia. Esta avança ao seu próprio ritmo, aquele que é fixado pelos Estadosmembros da União Europeia e da NATO. Dispõe de quadros de decisão e de cooperação e coordenações, tais como a Agência Europeia de Defesa ou o novo Serviço Europeu de Acção Externa.
Da UEO, a União Europeia também tomou posse do Centro de Satélites de Torrejón, promovido e apoiado desde a sua criação pela nossa Comissão, sendo local de visitas regulares de trabalho.
Deve-se ainda destacar a contribuição para os trabalhos da Comissão prestada pelas indústrias, que têm repetidamente contribuído para o nosso trabalho com informações relevantes e acolhendo as nossas delegações para visitas de trabalho e estudos.
Termino agradecendo aos membros da Comissão que estão presentes e também aos das gerações passadas, que contribuíram para os melhores momentos da nossa Comissão e para o legado que transmitimos, representado nos nossos relatórios e recomendações.
Mas tudo isso não teria sido alcançado sem o apoio incansável e constante dos Secretários da Comissão e de todo o pessoal da Assembleia que directamente, com a Comissão, e em outras funções, têm contribuído para mais de 50 anos de trabalhos parlamentares para o progresso da Europa e da Europa da defesa.
A nossa missão, na UEO, termina hoje. Não está concluída mas assentámos as bases para as gerações vindouras.
Obrigado.