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Sessão de 10 de Março de 1916

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fazermos saudação bem alevantada a todos os ilustres representantes no nosso país, das diferentes nações em luta na conflagração europeia. (Muitos apoiados).

Afigura-se-me que esta é a hora solene em que podemos, de fronte bem er-guidae de consciência tranquila, por termos cumprido os nossos deveres, perante a declaração de'guerra, insólita, absolutamente pretextada, e com palavras que são inteiramente incorrectas na boca do representante duma nação que se diz forte; em que podemos, digo, saudar, com as lagrimas nos olhos e o coração tremente na confiança dama vitória que é certa, e bem certa, esses heróis das batalhas e sobretudo aqueles em cujos peitos, todos nós, cidadãos portugueses e cidadãos dos povos livres, temos os nossos olhos postos, os grandes, os nobres, os admiráveis combatentes de Verdun. (Muitos opoiados).

Vozes:—Muito bem.

O Orador: — Este lado do Congresso saúda-os, e creio que de todos os lados

eles serão saudados, com a mesma intensidade, com o mesmo orgulho, com a mesma confiança e com a mesma fé, pois. na hora presente desaparecem os partidos.

A Pátria Portuguesa saúda as nações aliadas e combatentes! j A Pátria Portuguesa saúda os grandes heróis dos campos de batalha!

Vozes:—Muito bem; muito bem.

O orador não reviu.

Da sala e das galerias soltam-se muitos vivas, à Inglaterra, à Franca, à Bélgica, à Rússia e ao Sr. Presidente da República, ao mesmo tempo que estruge uma grande salva de palmas.

O Sr. Presidente:—Em vista da manifestação do Congresso, considero aprovado o alvitre do Sr. António Macieira.

Está encerrada a sessão. Viva a República!

Esse viva é secundado freneticamente por todos os congressistas e pelo povo que se encontrava nas galerias.

Eram 18 horas e 35 minutos.