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Diário das Sessões do Senado

mós a certeza que o soldado português jamais desmereceria da glória dos seus antepassados, sabíamos que naqueles simples serranos, circulava aiada o sangue dos que se bateram na Batalha de Al-jubarrota.

Sr. Presidente, fomos para a guerra.., Para quê? <_:_ p='p' tag0:_='_:_' não.='não.' conquista='conquista' desejo='desejo' movidos='movidos' pelo='pelo' da='da' xmlns:tag0='urn:x-prefix:_'>

Fomos combater pela Verdade, pela Justiça, pelo Direito.

E, Sr. Presidente, digam o que disserem alguns, fica ainda em nosso favor essa idea, foi aquilo que representou o nosso grande esforço, a maneira por que, despreocupadamente, lutámos em favor dos princípios elevados da liberdade.

Sr. Presidente: há um npme que ou não desejo esquecer neste momento, porque justiça deve ser feita a todos.

Entrámos expontâneamente na guerra; houve um homem, Sr. Presidente, que com bastante energia, com bastante denodo, vencendo todas as dificuldades, arros-iando com todos os obstáculos, fez aquilo que se chama O Milágro de Tancos.

Foi o Sr. Norton de Matos.

Muitos apoiados.

K de louvar a sua energia, o seu patriotismo, e o seu nome não pode nem deve ficar esquecido neste dia.

Se é de justiça louvar aqueles que se bateram tam denodadamente, não é menos justo prestar a nossa homenagem a quem, com a sua energia de ferro, com a sua vontade indomável, disciplinou, fez com que pudéssemos sem vergonha e desassombradamente figurar nessa grande luta das nações ao lado daqueles que combateram pela verdade e pela jnsliça, sem ambições, pelo direito e autonomia dos povos.

Foi efssa a glória que nos ficou, e por isso eu clisse que, digam o quo disserem, a nossa intervenção na guerra, foi nobre e útil, e há-de representar na .História unia das páginas mais brilhante*, que os nossos vindouros tenham de consultar.

Vozes: —Muito bem, muito bem. O orador foi muito cumprimentado. O orador não reviu.

O Sr. Augusto de Vasconcelos:—No dia 21 de Março de 1918, acumulou-se na frente da batalha da Europa uni núme-

ro formidável de divisões de ataque, juntaram-se meios de combate que jamais no mundo se reuniram, fez-se uma preparação única nos anais das guerras de todos os tempos, acumulou-se uma quantidade colossal de projécteis com gases asfixiantes e lançou-se através das linhas inglesas, um ataque que tinha por fim dividir

0 exército inglês e o exército francês e tomar Amiens, como base de futuras ope-raç&es.

Se esse ataque tivesse tido o êxito desejado, é muito provável que a guerra tivesse sido" vencida pelo exército alemão, Amiens não foi tomada e dessa vez o ataque alemão foi vencido. '

Preparou-se segundo ataque dirigido contra o que os íúeraães supunham ser o ponto mais fraco das linhas inimigas, contra o exército português.

Eu permitir-me-ia ler à Câmara, senão fosse tam longa, a citação de duas páginas das Memórias do Quartel-Mestre, Chefe do Exército Alemão, o general Ludendorf,

1 essoa insuspeita arêrca do ataque de 9 de Abril. - . . .

No dia 21' de Maio, fez-se o terceiro grande ataque alemão quo se dirigiu às linhns francesas pretendendo tomar Éeims o Soissons; Soissons caiu em poder do inimigo, Eeims não foi tomada.

Para quem se admirar de que em Portugal se levante como um título de glória esta data de 9 de AbriL a leitura da citação de Ludendorf e a comparação com o que se passou com os exércitos francês e inglês são a única resposta.

Três gfandes ataques dirigia o exército alemão para alcançar a vitória; em ne-nhnin deles logrou o seu objectivo. Aquele em que ficou ma:'s longe desse objectivo foi o que se fez sobre as linhas portuguesas.

O elogio desse exército está feito perante a história e a justiça.

Apoiados.

K isto o que tenho a- dizer neste momento sobre a data que hoje se comemora.

O exército português deixou 8:000 mortos no campo da batalha; mas esses 8:000 mortos e os resultados obtidos pelo exército alemão demonstrarão a todo o tempo que Portugal, entendendo que era um dever entrar na guerra, cumpriu o seu dever heroicamente.

Apoiados.