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Diário das Sessões do Senado

devemos inspirar ainda para a& grandes conquistas de futuro. . O orador não reviu.

O Sr. Ribeiro de Melo:—Sr.Presidoute: brilhante e comovida foi a homenagem feita pelo nosso leader o Sr. Catanho de Meneses,.

S. Ex.a prestou ao exército e à, marinha de guerra, que combateram na Grande Guerra, as homenagens a que eles tinham direito. Disse também o ilustre leader do Partido Nacionalista, Sr. Augusto de Vasconcelos, quo uma das páginas mais brilhantes que se têm escrito depois da guerra é aquela em que cita a fornia como o soldado português se portou nos campos da batalha.

Eu gostaria neste momento, perante esses homens que morreram defendeudo a Pátria portuguesa, erguer bern alto o seu nome glorioso, dando à Pátria e à República toda a nossa coragem cívica para erguermos este País, e sobretudo para tornar, adorada do povo a Eepública que se proclamou em 5 de Outubro de 1910.

Nenhuma melhor homenagem podemos prestar àqueles senão o juramento sagrado de que não tínhamos perdido ainda a fé no destino da Pátria, e que jamais descremos do regime republicano; são afirmações ^ue devemos fazer nesta casa do Parlamento, e ninguém com mais autoridade o podia fazer do que o Sr. Augusto de Vasconcelos, figura velha do Partido Republicano, que passei a minha mocidade escolar aprendendo a respeitar. Quando S. Ex.a presidia às comissões .políticas da cidade de Lisboa, ouvi-lhe palavras de fé republicana, de coragem e entusiasmo.

Gostaria que S. Ex.a escrevesse essa história, mas não a escreveu, faço justiça que S. Ex.a só sente republicano como eu; sente-se ainda com aquele vigor, coragem e força para dar à República todo o seu esforço e toda a sua rateligência, para que ela jamais se afaste do caminho traçado em 1910.

Quanto às vítimas dessa data, ainda se juntam as vítimas do 14 de Maio e do Monsanto, as quais, dormindo o sono eterno com o Soldado Desconhecido, servem para nos dar toda a coragem para nos levantarmos do lodaçaí em que nos encontramos, mercê dos desatinos, dos

erros e dos crimes contra os quais nós protestamos em no me das tradições da Pátria e da glória da República.

Vamos nós com este entusiasmo levantar o povo da letargia, dizendo-lhe que pode ter absoluta confiança no Parlamento republicano, onde a maioria é retintamente republicana e a República está dentro da alma do povo.

Tenhamos, por consequência, a coragem de afastar para bem longe todos aqueles que tripudiam dentro do regime republicano, dando lugar a energias novas e a que a fé republicana seja respeitada pelo amor à Pátria e pela grande paixão que deve haver pelas instituições proclamadas em 5 de Outubro.

Tenho dito.

Vozes: — Muito bem, muito bem. O orador não reviu.

O Sr. Lima Alves: — Sr. Presidente: estamos solenizando o 9 de Abril, data a um tempo triste e gloriosa; data triste, porque nos traz à memória aqueles que se sacrificaram dando a sua vida pela Pátria; data gloriosa, porque ela revela ainda que há portugueses que sabem morrer lutando gloriosamente em defesa da verdade e da liberdade.

Daqui a pouco mais duma hora, solenizaremos este dia por uma outra forma, sem dúvida alguma mais eloquente ainda : com a eloquência do silêncio.

Entretanto, Sr. Presidente, bom é que cada um faça sair do seu coração, em palavras sentidas, o que sente de gratidão por todos aqueles que se sacrificaram em holocausto à sua Pátria.

So]eQÍza-se hoje nesse símbolo — porque é um verdadeiro símbolo — a glória do exército português, a bravura do soldado português, essa que bem reconhecida foi, como o demonstrou o Sr. Augusto de Vasconcelos pela referência a duas páginas dum livro, do aniversário-Ludendorf.

Este exército é tara bravo, e de tal maneira heróico, que até pelo próprio adversário é elogiada a sua bravura e heroicidade.

Por isso, tenho o dia de hoje mais como um dia de alegria do que um dia de mágoa.