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Sessão de 17 de Março de 1920

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quer seja em manifestações livres de ideas, ou no jornal, ou em manifestações de crenças num país que é profundamente católico, não devendo permitir *e que a maioria esteja assim subordinada a esses insignificantes.

A função do Governo é função de ponderação e de equilíbrio, e é por intermédio dos seus Ministros que os Estados conseguem evitar as perturbações e a desordem.

Eu acho que o Governo, não em face das considerações que acabo de fazer como porta voz da opinião e dos sentimentos de muitos, não em atenção à minha pessoa, mas atendendo à signiricação indiscutível dos factos, procederá de maneira a evitar estas manifestações inferiores da parte dessas criaturas.

Vozes: — Muito bem. O orador não reviu.

O Sr. Ministro do Comércio e Comunicações (Ferreira de íSirnas): — Vou responder ao Sr. Querubim Guimarães, acerca do caso do vapor Porto.

Fui surpreendido pela notícia do jornal A Época de que esse vapor, que pertencera à antiga frota do Estado, seguira com bandeira italiana.

Segundo as leis que regulam a venda de barcos do Estado, estes não podem sor vendidos nem hipotecados a estrangeiros.

íSe por acaso esse facto se deu procederei conforme a lei indica, tendo jA mandado obter as informações 'necessárias, pois, como V. Ex.a sabe, os jornais nem sempre dizem a verdade. Logo que tenha conhecimento do facto responderei a V. Ex.a

Quanto às considerações de V. Ex.a sobre o caso do Coimbra, transmitirei ao Sr. Ministro do Interior as mesmas considerações.

O orador não reviu.

Ò Sr. Presidente:—A próxima sessão é amanhã, à hora regimental, com a mesma ordem do dia*

Está encerrada a sessão. 0 Eram 'Ití horas e 30 minutos.