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20 DE MARÇO DE 1981 1433

O Orador: - ... e que são naturalmente matéria de congratula no seio da família do CDS.

O Sr. Silva Craca (PCP): - Muito bem!

O Orador: - Para além disso, o Sr. Deputado Azeredo Soares não chegou - julgo eu - a perceber a nossa intervenção. Por isso tenho muito gosto em lhe fazer chegar, o mais rapidamente possível, uma fotocópia da intervenção que produzi.

Vozes do PCP: Muito bem!

O Sr. Presidente: - Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Roseta.

O Sr. Pedro Roseta (PSD): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Em nome do Grupo Parlamentar do Partido Social-Democrata, congratulo-me com a eleição do Prof. Freitas do Amaral para presidente da União Europeia das Democracias Cristãs fundamentalmente por dois motivos.
Em primeiro lugar, por se tratar de um justo reconhecimento das qualidades humanas e políticas de um membro desta Assembleia, nosso companheiro sucessivamente reeleito desde a primeira Assembleia eleita livremente em Portugal de há décadas para cá.

O Sr. Carvalho Cardoso (CDS): -.Muito bem!

O Orador: - Relembro não só as suas notáveis intervenções na Assembleia Constituinte e já nesta Assembleia, a sua constante preocupação pela consolidação de uma democracia europeia em Portugal, como também, e não posso deixar de o referir em especial, o modo como desempenhou o cargo de Vice-Primeiro-Ministro no primeiro governo da Aliança Democrática, em íntima colaboração com o Primeiro-Ministro, Francisco Sá Carneiro.

Vozes do PSD e do CDS: - Muito bem!

O Orador: - Em segundo e último lugar, porque, sendo a primeira vez que um português ocupa uma presidência de uma família de partidos a nível europeu, trata-se, a nosso ver, de um reconhecimento da democracia portuguesa, de uma consagração das virtualidades democráticas dos Portugueses.

Vozes do PSD e do CDS: - Muito bem!

O Orador: - Embora o PSD não pertença, como é sabido...

O Sr. Silva Graça (PCP): - Até parece!...

O Orador: -... - nem valia a pena referi-lo -, a esta família democrática, também ele quer significar a importância que atribui para Portugal a referida eleição.
Finalmente, um comentário a terminar. Por motivos muito menores, até simples passagens de aniversários, tem esta Assembleia expressado em votos a sua congratulação ou por vezes o seu protesto. Que se venha agora contestar a oportunidade e o bem fundamentado deste voto é para nós ridículo, sobretudo vindo da parte de certos partidos que, a propósito de tudo e de nada, enchem esta Assembleia de votos, mesmo sobre acontecimentos mais ou menos menores e passados em países muito longínquos.
Por tudo isto, votaremos a favor do voto apresentado pelo CDS e congratulamo-nos com a eleição do Prof. Freitas do Amaral para presidente da União Europeia das Democracias Cristãs, porque entendemos que também assim todos nós, de alguma forma, sejam quais forem as nossas posições políticas, somos honrados com uma distinção feita a um português.

Aplausos do PSD. do CDS e do PPM.

O Sr. Presidente: - Também para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Borges de Carvalho.

O Sr. Borges de Carvalho (PPM): - Sr. Presidente, Srs. Deputados: Numa assembleia democrática de um país democrático pertencente à Europa Ocidental, onde a democracia pluralista é, felizmente, o regime imperante, não pode passar despercebido que um seu membro e o chefe de um dos mais importantes partidos aqui representados...

Vozes do PCP: - Chefe?!

O Orador: - Perdoai-me VV. Ex.ªs, Srs. Deputados do CDS, mas retiro a palavra «chefe», que há pouco referi, e digo «presidente».

Vozes do PCP: - Ah!

O Orador: - Creio que está emendado. Se os pruridos de VV. Ex.ªs se sentem ainda ofendidos, queiram, pois, informar, que eu emendarei de novo.
De facto, o Partido Popular Monárquico não pertence a nenhuma organização internacional.

O Sr. César Oliveira (UEDS): Não há uma internacional monárquica?!...

A Sr.ª Ercília Talhadas (PCP): - Que chatice!

Risos do PCP.

O Orador: - No entanto, reconhece às organizações democráticas de partidos democráticos a efectiva representatividade que lhes é dada, inclusivamente no Parlamento Europeu, onde o Grupo Parlamentar das Democracias Cristãs é o maior. Não pode, pois, ser ignorada a eleição de Freitas do Amaral para presidente da União Europeia das Democracias Cristãs.
Creio que isso é uma honra para esta Câmara, é uma honra para o partido e para a coligação a que pertence e é uma honra para o país a que pertence.
Por isso, o nosso voto é o de acompanhar os deputados democráticos desta Assembleia na aprovação do voto.

Aplausos do PPM, do PSD e do CDS.

O Sr. Presidente: - Srs. Deputados, visto não haver mais inscrições, passamos à votação do voto de congratulação, apresentado pelo CDS, referente à