5 DE ABRIL DE 2012
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O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Exatamente!
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — É que só são permitidos estes apoios quando os prejuízos causados
diretamente pela seca sejam superiores a 30%. Por isso, o Ministério da Agricultura agiu atempadamente e
concluiu rapidamente todo este projeto e este conjunto de medidas de apoio aos agricultores.
Há que reconhecer ainda que o Ministério da Agricultura também esteve bem ao concluir, na passada
terça-feira (ontem mesmo), o parcelário agrícola, com o fecho do último concelho.
O Sr. Nuno Magalhães (CDS-PP): — Muito bem!
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Este trabalho, realizado em colaboração com o setor, através de muitas
das organizações de produtores e associações da lavoura, vai ser fundamental para que Portugal não volte a
pagar multas — repito «para que Portugal não volte a pagar multas» — por pagamentos indevidos, como
aconteceu nos últimos anos,…
Aplausos do CDS-PP.
… estando mesmo o Ministério a negociar a hipótese de conseguir anular algumas das multas já aplicadas.
Sem este trabalho e o compromisso do atual Governo junto da União Europeia, os agricultores portugueses
não tinham tido a possibilidade de receber o RPU de 2011 e muito dificilmente receberiam o RPU de 2012.
Finalmente, Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados, o Governo acaba de aprovar, no último Conselho de
Ministros, a criação da bolsa de terras.
Com esta nova ferramenta de gestão da propriedade rústica, vai ser possível disponibilizar terras aos
agricultores, desde logo com a disponibilização de terras do próprio Estado que estão improdutivas e que
permitirão a instalação de jovens agricultores e também o aumento de áreas de exploração para agricultores já
em atividade.
O fator «terra» passará a ter rendimento para o proprietário e para o agricultor.
Por outro lado, o valor social da terra (produzir alimentos e contribuir para um ambiente ecológico
sustentável) será cumprido, valorizando-se aqui aqueles que a disponibilizam ou a utilizam, cultivando a terra.
Esta, que era uma das propostas do Programa do Governo, fica cumprida logo nos primeiros meses da
Legislatura.
O Sr. Altino Bessa (CDS-PP): — Mais uma!
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Sr.ª Presidente, Sr.as
e Srs. Deputados: O Ministério da Agricultura, do
Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território é hoje um parceiro dos agricultores e da sua atividade e um
contribuinte líquido para a criação de emprego e a criação de riqueza e bem-estar de toda a economia.
Apesar da situação económica e financeira difícil que o País atravessa, este Governo, na agricultura e na
floresta, também não deixa ninguém para trás.
Tivéssemos tido, nos últimos anos, a sorte de ter um Ministério da Agricultura tão empreendedor e tão
realizador como o atual e a agricultura portuguesa e, por seu intermédio, a economia nacional estariam,
seguramente, melhores.
Aplausos do CDS-PP e do PSD.
A Sr.ª Presidente: — Sr. Deputado Abel Baptista, inscreveram-se, para pedir esclarecimentos, os Srs.
Deputados Agostinho Lopes e Pedro Lynce. Não sei como o Sr. Deputado pretende responder…
O Sr. Abel Baptista (CDS-PP): — Um a um, Sr.ª Presidente.
A Sr.ª Presidente: — Muito bem, Sr. Deputado.