I SÉRIE — NÚMERO 94
42
Protestos do PCP.
Este Governo tem também um terceiro objetivo, que é o seguinte: depois destas alterações estruturais,
abrir uma luz. E abrir uma luz significa a construção de uma perspetiva mobilizadora não só para o SNS mas
também para todo o sistema de saúde, que, ao contrário dos receios que os senhores sempre têm, tem vindo,
sistematicamente, a ser sacrificado. E, Srs. Deputados, não tenham muito receio da passagem de médicos do
sistema público para o privado, porque o que está a acontecer é, muitas vezes, o contrário. E o serviço privado
está passar muitas dificuldades, o que também nos preocupa.
Mas esta construção de uma nova perspetiva mobilizadora tem de ter em conta, em primeiro lugar, que é
possível vender serviços em território nacional, ou seja, que as nossas unidades públicas e privadas prestem
serviços a cidadãos de outros países, designadamente no campo das unidades de saúde; em segundo lugar,
que é possível também a prestação de serviços nos próprios mercados estrangeiros, porque temos qualidade
para isso; e, em terceiro lugar, que é possível alavancar outras políticas setoriais, de onde destacamos o
sempre tão falado turismo de saúde e a saúde sénior.
Para terminar, gostava de dizer a esta Assembleia que a principal preocupação do Governo continua a ser
a de assegurar o Serviço Nacional de Saúde aos mais necessitados e ao resto da população que precisa dele,
porque o SNS é, de facto, transversal e não tem paralelo em sistemas de seguros ou quaisquer outros.
Por isso é que, ao contrário do que se diz em relação a ter havido menos atendimentos em janeiro, a única
quebra significativa que houve de atendimentos nesse período foi nos serviços de atendimento permanente,
uma vez que, como é lógico, eles foram sendo encerrados durante o ano anterior.
Protestos do PS.
Este Serviço Nacional de Saúde respondeu, como toda a gente sabe, a diversas situações: deu uma
resposta total ao surto da gripe; respondeu às urgências, quando necessárias; respondeu a uma taxa de
internamento sem paralelo; respondeu com mais camas de cuidados continuados; e respondeu com mais
consultas e com um recorde de cirurgias que foi feito em 2011 em termos absolutos.
Portanto, será isso que nos continuará a guiar! Será, sem dúvida, um rumo claro para assegurar aquilo que
é essencial.
Entendemos que é essencial manter um Serviço Nacional de Saúde realista, universal, a que os
portugueses tenham acesso, designadamente numa altura de mais dificuldade.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Presidente (António Filipe): — Srs. Deputados, terminámos este debate.
Antes de encerrar a sessão, quero dar três informações.
A primeira informação é para dar conta da ordem do dia da sessão de amanhã, que terá lugar às 15 horas:
em primeiro lugar, proceder-se-á ao debate conjunto das propostas de resolução n.os
28/XII (1.ª) — Aprova o
Tratado que cria o Mecanismo Europeu de Estabilidade entre o Reino da Bélgica, a República Federal da
Alemanha, a República da Estónia, a Irlanda, a República Helénica, o Reino de Espanha, a República
Francesa, a República Italiana, a República de Chipre, o Grão-Ducado do Luxemburgo, Malta, o Reino dos
Países Baixos, a República da Áustria, a República Portuguesa, a República da Eslovénia, a República
Eslovaca e a República da Finlândia, assinado em Bruxelas, em 2 de fevereiro de 2012, e 30/XII (1.ª) —
Aprova o Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária entre o
Reino da Bélgica, a República da Bulgária, o Reino da Dinamarca, a República Federal da Alemanha, a
República da Estónia, a Irlanda, a República Helénica, o Reino de Espanha, a República Francesa, a
República Italiana, a República de Chipre, a República da Letónia, a República da Lituânia, o Grão-Ducado do
Luxemburgo, a Hungria, Malta, o Reino dos Países Baixos, a República da Áustria, a República da Polónia, a
República Portuguesa, a Roménia, a República da Eslovénia, a República Eslovaca, a República da Finlândia
e o Reino da Suécia, assinado em Bruxelas a 2 de março de 2012, e dos projetos de resolução n.os
268/XII
(1.ª) — Propõe a realização de um referendo nacional ao Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e
Governação na União Económica e Monetária (BE), 279/XII (1.ª) — Referendo ao Tratado sobre Estabilidade,