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I SÉRIE — NÚMERO 54

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Nos transportes e infraestruturas, fazendo o investimento urgente e que é possível fazer. Em 2018, ficaram,

outra vez, mais de 1000 milhões de euros de investimento por executar. Resolver o défice de investimento é o

que conta para a saúde da economia e das contas públicas.

Na legislação do trabalho, protegendo a contratação coletiva e os trabalhadores por turnos, reconhecendo

os cuidadores informais, respeitando a expectativa de quem trabalha, de quem produz a riqueza e de quem

constrói o País.

Ainda há tempo. Resta saber se o Governo vai encostar-se à direita, que hoje se entretém em jogos de

censura, ou se, pelo contrário, quer aproveitar os meses que ainda temos para os avanços que faltam e que

contam na vida das pessoas: salário, habitação, saúde, educação.

O Sr. Presidente: — Peço-lhe que conclua, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Catarina Martins (BE): — Vou concluir, Sr. Presidente.

Sr. Primeiro-Ministro, deixe a direita perdida nos seus jogos e avance onde tem hesitado ou onde se atrasou.

O Bloco não faltará!

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — É a vez do Grupo Parlamentar do PCP.

Tem a palavra o Sr. Deputado João Oliveira para pedir esclarecimentos.

Faz favor, Sr. Deputado.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr. Primeiro-Ministro, como já tínhamos

dito na sexta-feira, a tão pouco tempo de eleições legislativas, que já estão marcadas para 6 de outubro, esta

iniciativa do CDS não era uma iniciativa que pudesse ser levada a sério, porque ela destinava-se apenas a fazer

uma encenação na disputa do CDS, que é legítima mas é objetiva, pelo seu espaço à direita e, como é de

perceber, o PCP não se intromete nessa disputa do CDS. É uma coisa lá deles!

Risos do PCP.

Hoje, ficou ainda mais evidente com a defesa que o próprio CDS veio fazer da sua moção de censura, ao

iniciar por um pedido de desculpas da Sr.ª Deputada Assunção Cristas, que veio dizer que, afinal, apresentou

esta moção de censura mas, se calhar, não queria bem apresentá-la.

A Sr.ª Assunção Cristas (CDS-PP): — Não, não! O PCP está com problemas de audição!

O Sr. João Oliveira (PCP): — O CDS há de clarificar isso ao longo do debate que ainda tem para o fazer.

Protestos do CDS-PP.

Sr. Primeiro-Ministro, nós, ao longo desta Legislatura, identificámos uma circunstância que também é objetiva

e que é muito clara: em relação a tudo aquilo em que há avanços, medidas positivas para os trabalhadores e

para o povo, está a marca do PCP e a iniciativa do PCP;…

Risos do CDS-PP.

… em relação a tudo aquilo que é problema por resolver e medida que não avança, encontramos o apoio do

PSD e do CDS ao PS e ao Governo para que as coisas não avancem.

Aplausos do PCP.

Sr. Primeiro-Ministro, vou dar exemplos concretos em como isso é assim.