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II SÉRIE-A — NÚMERO 12 112______________________________________________________________________________________________________________

3. INVESTIR NA EDUCAÇÃO DE ADULTOS E NA FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA

A ação determinada pela qualificação dos portugueses não deve incidir apenas na redução

do insucesso e abandono escolares e na criação de percursos educativos mais longos e de

maior qualidade para os jovens. Portugal continua a ter um problema de qualificações dos

nossos adultos em idade ativa, que têm atualmente uma dimensão tripla:

• Mantém-se o défice estrutural de qualificações escolares (62% dos adultos entre os

25-64 anos não completaram o ensino secundário);

• O acrescido e gravíssimo problema das elevadas taxas de desemprego, com

relevância para a proporção de desemprego estrutural entre a população ativa e a

desadequação das suas competências profissionais face às mudanças ocorridas à

escala global no tecido produtivo; e

• A inexistência de uma intervenção, em escala e em profundidade, como a que se

necessita no País para enfrentar a situação real.

Apesar de este diagnóstico ser consensual, foi cancelada a iniciativa Novas Oportunidades

e não a substituiu por qualquer programa de aposta nas qualificações dos adultos, estando

neste momento suspensos todos os esforços de superação de um dos mais graves défices

que prejudica o País e os portugueses.

A continuidade das intervenções públicas neste domínio é um elemento crucial para a

redução do défice das qualificações, bem como a melhoria contínua da qualidade dos

processos de educação-formação de adultos. É, pois, com este propósito que se assume um

objetivo fundamental para restabelecer a educação de adultos e superar um dos mais graves

défices nacionais.

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