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27 DE NOVEMBRO DE 2015 141______________________________________________________________________________________________________________

Para o efeito é necessário, antes de mais, promover um correto ordenamento do território,

que permita o lançamento de estratégias de desenvolvimento inteligentes, mobilizadoras e

sustentáveis. Estratégias que devem envolver tanto o continente como as ilhas, tanto o

litoral como o interior, tanto as cidades como o espaço rural. E, de preferência, ambos de

forma conjugada, potenciando sinergias e aumentando a respetiva competitividade, ao

mesmo tempo que se promove o ambiente como um fator de desenvolvimento. Assim se

alcançará, não só uma efetiva coesão territorial, como um autêntico desenvolvimento

sustentável.

No que diz respeito ao espaço rural, concretamente, importa valorizar a atividade agrícola,

promover os produtos regionais, rejuvenescer o empresariado e modernizar as técnicas de

gestão, alargando mercados. Por outro lado, há que profissionalizar a exploração florestal,

aumentando a produtividade das principais fileiras e prevenindo os incêndios.

Todos estes vetores de desenvolvimento, com direta expressão territorial, devem ser

promovidos de forma integrada e espacialmente coerente, com salvaguarda dos valores

naturais. Esta integração implica, ainda, uma consciencialização de todos os cidadãos para

os direitos e deveres em relação ao território e para a necessidade de cada um contribuir

para o reforço da qualidade do ambiente urbano e rural.

1. MAR: UMA APOSTA NO FUTURO

Os espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional – o Mar Territorial, a Zona

Económica Exclusiva (ZEE) de 200 milhas e a plataforma continental estendida no âmbito

da proposta apresentada pelo governo português às Nações Unidas –, constituem um dos

principais ativos para o futuro desenvolvimento do país. A extensão da plataforma

continental converterá o território português em cerca de 4.000.000 km². Os recursos que

estes espaços encerram – biológicos, genéticos, minerais, energéticos, etc. –, abrem

perspetivas de exploração que podem transformar o futuro de Portugal.

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