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II SÉRIE-A — NÚMERO 50 156______________________________________________________________________________________________________________

realizadas em dezembro, incorporam uma aceleração do crescimento do PIB em 2016, apesar do abrandamento do consumo privado, na medida em que admitem um elevado contributo positivo da procura externa líquida, em contraste com as restantes previsões. Note-se, contudo, que este cenário incorporava também um contributo positivo da procura externa líquida para 2015 que, de acordo com o OE/2016 e os dados até ao 3.º trimestre, não se deverá verificar. O cenário da OCDE, elaborado em dezembro, estima um ligeiro abrandamento do crescimento do PIB para 2016, em resultado do menor contributo positivo da procura interna.

Tabela 1 – Comparação do cenário macroeconómico face a outros referenciais

(taxa de variação anual, em percentagem, e em pontos percentuais)

INE 2) OE/2016 CE 3) FMI 4) CFP 5) CFP 6) BdP 7) OCDE 8)

2014 2015 2016 2015 2016 2017 2015 2016 2017 2015 2016 2015 2016 2015 2016PIB - ótica de despesa

PIB real 0,9 1,5 1,8 1,5 1,6 1,8 1,5 1,4 1,3 1,5 2,1 1,6 1,7 1,7 1,6Consumo Privado 2,2 2,6 2,4 2,6 1,9 1,8 2,7 1,5 1,3 2,7 1,8 2,5 1,6Consumo Público -0,5 -0,7 0,2 0,3 0,4 0,4 0,4 0,0 0,5 0,1 0,3 0,5 0,5Investimento (FBCF) 2,8 4,3 4,9 4,3 3,0 4,7 4,6 3,0 2,5 4,8 4,1 6,0 3,0Exportações 3,9 5,1 4,3 4,9 4,3 5,3 5,0 3,9 4,8 5,3 3,3 6,8 5,9Importações 7,2 6,9 5,5 6,5 4,9 6,0 5,9 3,8 5,0 7,3 3,6 9,2 6,0

Contributos para o crescimento do PIB (em p.p.) 1)

Procura interna 2,1 2,2 2,2 2,4 1,8 2,0 2,2 1,5 1,4 2,3 2,4 1,1 0,9 2,6 1,6Variação de existências e aquisição líquida de ativos 0,4 0,0 0,0 -0,3 0,0 0,0Procura externa líquida -1,2 -0,7 -0,4 -0,6 -0,2 -0,2 -0,4 0,0 -0,2 -0,8 -0,3 0,4 0,8 -0,9 0,0

Desemprego e preçosTaxa de desemprego 13,9 12,3 11,3 12,6 11,7 10,8 12,3 11,5 11,0 12,3 11,3Inflação (IHPC) -0,2 0,5 1,2 0,5 0,7 1,1 0,5 0,7 1,2 0,6 1,1 0,5 0,7Deflator do PIB 1,0 1,9 2,0 1,7 1,5 1,3 1,8 1,5 1,4 2,0 1,3 1,4 0,5PIB nominal 1,9 3,4 3,8 3,2 3,1 3,1 3,3 2,9 2,7 3,5 3,5 3,1 2,1

Fontes: INE, Ministério das Finanças, Conselho de Finanças Públicas, Banco de Portugal, FMI, Comissão Europeia, OCDE e cálculos da UTAO. | Notas: 1) No caso das projeções do Banco de Portugal refere-se ao contributo líquido de importações, deduzindo em cada componente da procura interna o volume de importações, de acordo com a metodologia apresentada na Caixa “O papel da procura interna e das exportações para a evolução da atividade económica em Portugal”, Boletim Económico de junho de 2014, Banco de Portugal. 2) Dados divulgados a 23 de dezembro de 2015; 3) “European Economic Forecast, Winter 2016”, divulgado a 4 de fevereiro de 2016; 4) "Declaração final sobre a terceira visita de monitorização pós-programa", divulgado a 4 de fevereiro de 2016; 5) “Evolução económica e orçamental até ao final do 3.º trimestre e perspetivas para 2015”, divulgado a 15 de janeiro de 2016; 6) “Finanças públicas: Situação e condicionantes 2015-2019 - Atualização”, divulgado a 14 de outubro de 2015; 7) “Projeções para a economia portuguesa: 2015-17”, divulgado a 9 de dezembro de 2015; 8) “OECD Economic Outlook, Volume 2015 Issue 2”, divulgado a 2 de dezembro de 2015.

11 O cenário do OE/2016 considera uma desaceleração do consumo privado, apesar do aumento previsto para as remunerações, na medida em que se prevê um ligeiro aumento na taxa de poupança. A taxa de poupança das famílias tem registado uma trajetória descendente, aproximadamente desde 2009, com exceção do ligeiro aumento em 2013, apesar da recuperação do consumo privado no período mais recente (Gráfico 8). A redução da taxa de poupança foi acompanhada pela diminuição da capacidade de financiamento das famílias, contudo de uma forma menos expressiva na medida em que também se registou uma contração do investimento (que no caso das famílias é sobretudo em habitação).7 De facto, a capacidade de financiamento 7 A poupança refere-se ao conceito de poupança bruta das contas nacionais setoriais, calculado com base no rendimento disponível menos consumo final das famílias e ajustado da participação das famílias em fundos de pensões. A capacidade/necessidade líquida de financiamento corresponde à poupança bruta somando as transferências líquidas de capital e deduzindo as aquisições líquidas de cessões de ativos não financeiros não produzidos e a formação bruta de capital.

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 3/2016 • Análise à Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016

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