O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

20 DE FEVEREIRO DE 2016 157______________________________________ ________________________________________________________________________

das famílias, que se tem mantido positiva apesar da redução da poupança, tem beneficiado de uma diminuição mais acentuada do investimento em habitação (Gráfico 9). O cenário do OE/2016 perspetiva um ligeiro aumento da taxa de poupança para 4,7% em 2015 e 4,8% em 2016 (em percentagem do rendimento disponível bruto). Note-se que até ao 3.º trimestre de 2015 a taxa de poupança situava-se em 4%, valor mínimo histórico. Este aumento da taxa de poupança parece ser consistente com a projeção para a continuação do aumento do consumo privado, a preços constantes e a preços correntes.8 O consumo privado, de acordo com o OE/2016, deverá aumentar em 2016 a uma taxa inferior à do ano anterior em termos reais, acelerando em termos nominais, verificando-se também o aumento das remunerações totais da economia, em consequência de medidas de política económica sobre as remunerações do setor público e o aumento do salário mínimo, afetando sobretudo os escalões de rendimento mais baixos no setor privado e de mais altos rendimentos no setor público.

Gráfico 8 – Consumo privado e poupança das Gráfico 9 – Composição da capacidade líquida de famílias, preços correntesfinanciamento das famílias

(em percentagem) (em milhões de euros) 14 20 000

1215 000

108 10 0006

5 00042 00

-5 000-2-4 -10 000-6

-15 000

Consumo privado (tva)

Taxa de poupança (% Rend. Disponível) Aq. Líquidas de ativos não financeiros não produzidos

Investimento (FBC)Nec./Cap. Líquida de financiamento (em % do PIB)

Transferências líquidas de capitalPoupança bruta

Nec./Cap. Líquida de financiamento

Fontes: INE, Ministério das Finanças e cálculos da UTAO. | Fontes: INE e cálculos da UTAO. Nota: Os valores para 2015 e 2016 da taxa de crescimento do consumo privado correspondem à estimativa do OE/2016.

12 A aceleração prevista no OE/2016 para o investimento (FBCF em termos nominais) em 2016 resulta do setor privado, que compensa a redução prevista para o investimento público (Gráfico 10). O cenário do OE/2016 prevê um crescimento do investimento (FBCF) em termos nominais de 4,8% para 5,2% em 2016. Neste cenário, o investimento do setor privado deverá aumentar de 3,9% para 7%, em 2016, compensando a diminuição prevista de 5,6% para o investimento do setor público, depois de um aumento de 10% em 2015. Tendo em conta o Inquérito de conjuntura ao Investimento, divulgado pelo INE, o investimento em 2016 deverá acelerar significativamente (de 0,1% para 3,1%), podendo sustentar a previsão do OE/2016.9 De acordo com este inquérito, o crescimento do investimento em 2016 deverá ser sobretudo dirigido a equipamento, compensando a redução prevista no investimento em material de transporte e 8 Para mais detalhe sobre a poupança em Portugal ver a Caixa 1. 9 Para mais detalhe sobre o resultado do Inquérito, divulgado a 29 de janeiro, consultar o resultado do inquérito disponível aqui.

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 3/2016 • Análise à Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016

17

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016