O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

II SÉRIE-A — NÚMERO 50 158______________________________________________________________________________________________________________

construção. A principal limitação ao investimento identificada, quer em 2015 quer na perspetiva para 2016, surge do lado da procura, nomeadamente a deterioração das perspetivas de vendas, seguido da rentabilidade dos investimentos e da capacidade de auto-financiamento. De facto, de acordo com o referido inquérito, o auto-financiamento surge como principal fonte de financiamento das empresas (representando 68% do total do financiamento, em 2015 e 67% em 2016), seguido do crédito bancário (que representa 19% e 20% do total do financiamento, em 2015 e 2016 respetivamente). Tendo em conta a importância relativa do financiamento bancário para o investimento, observa-se que a previsão para o aumento do investimento não acompanha a recente evolução do crédito concedido (Gráfico 11). Mesmo admitindo alguma recuperação do crédito em 2016, tendo em conta o elevado endividamento da economia, poderá existir uma pressão adicional à concretização do investimento privado previsto no OE/2016. Neste sentido, o FMI considerou um crescimento do crédito concedido ao setor privado e projetou uma desaceleração do crescimento do investimento.10

Gráfico 10 – Investimento (FBCF) Gráfico 11 – Investimento privado e variação do (milhões de euros, preços correntes) crédito concedido

(em percentagem) Investimento - Admin. Públicas Investimento - setor privado 15,0

50 000 Investimento -Total economia 10,045 000

5,040 000

35 000 0,0

30 000 -5,0

25 000 -10,020 000

-15,015 000

10 000 -20,02002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016

5 000

0 Crédito concedido a Sociedades Não Financeiras (ajust. de operações detitularização)

Investimento (FBCF) Fontes: INE, Ministério das Finanças e cálculos da UTAO. Fontes: INE, Banco de Portugal, Ministério das Finanças e

cálculos da UTAO.

13 O cenário do OE/2016 pressupõe que as exportações, em termos reais, não acumulem ganhos adicionais de quota de mercado, perante um aumento das exportações em linha com o aumento da procura externa dirigida à economia portuguesa dos principais parceiros. Em termos nominais, a evolução das exportações líquidas tem subjacente ganhos de termos de troca. Em termos reais, o cenário prevê que, em 2016, não existam ganhos de quotas de mercado adicionais para as exportações, contrariando o que se deverá observar em 2015 de acordo com o cenário do OE/2016 (Gráfico 12). Neste cenário está considerado um aumento da procura externa dirigida à economia portuguesa em 2015 e em 2016. De acordo com os cálculos da UTAO, o aumento da procura externa poderá ser inferior ao apresentado no OE/2016 (Tabela 2). Contudo, este resultado não é inequívoco, uma vez que existe alguma incerteza em relação ao comportamento das importações de importantes parceiros comerciais, em particular em mercados extra-comunitários. Uma possível sobrestimação da procura externa

10 De acordo com o FMI ("Declaração final sobre a terceira visita de monitorização pós-programa", divulgado a 4 de fevereiro de 2016), o crédito ao setor privado deverá aumentar cerca de 0,3% em 2015 e 0,6% em 2016, o que contrasta com a redução de 3% em 2014.

UTAO | PARECER TÉCNICO n.º 3/2016 • Análise à Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2016

18

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016