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II SÉRIE-A — NÚMERO 154 246

A estratégia de criação de clusters de competitividade, seguida nos últimos quadros comunitários,

contribuiu para uma especialização produtiva dos territórios, por via da agregação de conhecimento e de

competências em torno de determinadas atividades económicas, tirando partido das economias de

aglomeração. As atuais estratégias de especialização inteligente (ENEI e EREI) devem ser aprofundadas

tendo em vista evidenciar os efeitos das economias de aglomeração, que beneficiem das economias das

redes e da capacidade de criar proximidade multidimensional (territorial, social, cognitiva, organizacional,

entre outras) e multiescalar (local, regional, nacional, internacional e global), orientando-se para o reforço das

relações de complementaridade que possam acelerar os processos de inovação e, assim, aumentar a

competitividade e o crescimento económico.

A diversidade de mosaicos de atividades económicas observados no território nacional induz ao

desenvolvimento de estratégias baseadas nas especificidades territoriais, na potenciação dos seus recursos

diferenciadores e no capital territorial em geral, através do reforço dos processos de inovação desenvolvidos

no seio desses ecossistemas de base territorial, alinhados com a estratégia de especialização inteligente.

São necessárias políticas públicas que ajudem, nuns casos, a germinar e, noutros, a evoluir para estádios

mais avançados. Urge criar e/ou reestruturar o sistema de governança dos ecossistemas; identificar e

caraterizar o capital territorial de cada ecossistema; construir objetivos e metas partilhados e tangíveis;

reforçar e/ou articular as infraestruturas tecnológicas de inovação; reforçar a produção de conhecimento

aplicado aos objetos do ecossistema; robustecer a capacidade organizacional; identificar e fortalecer as

organizações com papel de liderança, de spillover e de broker; diversificar as esferas institucionais envolvidas

nos processos de inovação de cada ecossistema; reforçar os canais de financiamento à inovação e ao

empreendedorismo; reforçar as redes endógenas à escala local e regional; difundir e enraizar uma cultura

local de inovação e empreendedorismo nos atores do ecossistema e na generalidade das comunidades

locais/regionais; criar e intensificar as redes exógenas às escalas nacional, internacional e global.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Trata-se de uma medida de ação agregadora de iniciativas de germinação e robustecimento das diferentes

componentes dos ecossistemas de inovação de base territorial, que procura integrar um leque de

instrumentos flexíveis cuja aplicação territorial deve seguir geometrias variáveis em função dos estádios de

evolução de cada um dos ecossistemas de inovação de base territorial. Assim, a medida abrange os seguintes

aspetos:

– identificação e caraterização das componentes dos ecossistemas territoriais de inovação, considerando

as especificidades do capital territorial de cada ecossistema, e aprofundamento do conhecimento sobre os

clusters e a sua envolvente, favorecendo a integração atendendo à especialização dos clusters e aos outros

setores com eles relacionados, em consonância com a especialização inteligente;

– identificação das áreas prioritárias do investimento público em I&D, assente em processos participados

e colaborativos, estimulando sistemas de governança que reforcem as redes locais e regionais de

conhecimento e inovação, e a sua inserção noutras escalas territoriais de interação (nacional, internacional e

global);

– reforço da rede de polos de empreendedorismo e inovação e das suas interligações, baseado em

complementaridades e em relacionamentos diversificados com outros setores, através do apoio às iniciativas

empreendedoras e à criação do próprio emprego, que contribuem para incrementar a cultura empreendedora,

a aceleração da inovação e a orientação internacional das ideias de negócio;

– capacitação das organizações do sistema científico nacional (universidades, institutos de investigação

e politécnicos), estimulando a ciência empreendedora, as universidades empreendedoras e os cientistas

empreendedores, reforçando a contratação de investigadores e docentes (jovens doutorados), estimulando a

produção de conhecimento avançado e a qualificação do capital humano especializado nas temáticas com

forte apropriação territorial, assim como a valorização económica do conhecimento e dos processos de I&D

por via das ligações às empresas e a outros atores territoriais;

– capacitação dos Centros de Interface e dos Laboratórios Colaborativos nas áreas-chave de cada um

dos ecossistemas territoriais de inovação levando em conta os clusters existentes e as estratégias de

especialização inteligente, para facilitar as relações entre os diferentes atores do ecossistema, favorecendo

a capacidade de absorção de conhecimento pelas organizações empresariais e o spillover institucional e