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7 DE SETEMBRO DE 2018 249

implicando transformações nos atuais sistemas produtivos e até a emergência de novos setores ou, pelo

menos, reconfigurações dos setores existentes.

A disrupção digital é a fonte de diversas mudanças. Antevê-se a emergência de um novo ambiente

económico e social, alavancado pela conetividade digital, do ciberespaço e da realidade virtual, permitindo

mais inovação, eficiência e realidade virtual. Perante a emergência desta conetividade no sistema

socioeconómico, é necessário gerar as condições para uma maior integração produtiva, mais flexível, assente

no conhecimento e na inovação, suportada nas tecnologias digitais, na internet das coisas, em objetos

inteligentes e interconectados, em que as vantagens competitivas assentam no mercado que privilegia a

qualidade e a diferenciação, em que são determinantes as alianças estratégicas e as parcerias e as redes.

Esta perspetiva de mudança socioeconómica implica não só reforçar as infraestruturas, mas também

dinamizar processos de adaptação de base territorial.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA

Esta medida de ação, simultaneamente intersectorial e de base territorial, procura alertar para a

necessidade de antecipar, preparar e capitalizar as grandes mudanças que vão ocorrer até 2050. Estando

em causa mudanças estruturais, deve-se incidir nos principais sistemas socioeconómicos, nomeadamente

nos sistemas de ensino e formação profissional, de formação superior, de investigação, e nos sistemas

económico, financeiro e legislativo, procurando promover transformações no sentido da adaptação,

incorporação e produção das tecnologias 4.0.

A inovação será mais colaborativa, assente em meios de produção conectados, flexíveis, robotizados e

inteligentes, integrando as cadeias de logística e os canais digitais de distribuição e serviços.

Deverá haver um maior foco em atividades de alto valor acrescentado, com um reforço crescente nas

ligações entre indústria e serviços, com uma oferta muito mais personalizada, com uma fabricação mais

distribuída, através da impressão 3D, em que os clusters serão mais abrangentes, integrando o setor terciário

e/ou o setor primário, e haverá um novo reposicionamento das empresas nas cadeias de valor globais.

É central a promoção das competências digitais, pois serão transversais às necessidades

socioeconómicas, mas importa continuar a (re)qualificar os recursos humanos, sobretudo as formações

dirigidas para as atividades de serviços, tanto a montante (design, engenharia e desenvolvimento) como a

jusante (circuitos de distribuição e ligação aos clientes, serviços pós-venda e gestão da marca e da imagem

do produto), tendo presente as necessidades dos ecossistemas de inovação de base territorial em processos

de mudança.

OBJETIVOS OPERACIONAIS

1. Adequar os conteúdos programáticos do ensino básico, secundário e profissional, a oferta formativa do

ensino superior e a oferta de (re)qualificação e formação profissional às novas exigências tecnológicas e

relacionais.

2. Avaliar de que forma o ensino superior e o sistema científico podem posicionar-se atendendo aos

diferentes ativos regionais.

3. Promover a cooperação interinstitucional de base territorial, para preparar os processos de mudança,

de forma a dinamizar processos de adaptação de base territorial.

4. Desenvolver o papel das startups na inovação tecnológica direcionada à indústria 4.0.

5. Promover a tecnologia 4.0 portuguesa no mercado externo, a internacionalização das empresas e a

atração de investimento estrangeiro.

6. Promover a reindustrialização de Portugal com base na “nova fábrica do futuro”, isto é, empresas que

integrem produtos e serviços e que visem a criação de soluções com alto valor acrescentado.

7. Reforçar a inserção nas cadeias globais de produção, abastecimento e distribuição, e simultaneamente

reforçar a participação nas redes digitais globais que integram horizontalmente todos os segmentos da cadeia

de valor.