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europeus de suporte ao emprego; e (iii) a receita fiscal e contributiva, que cresce em linha com o PIB

nominal.

A despesa sem medidas relacionadas com a COVID-19 cresce 3,1%, sendo que a despesa total cresce

1,9% face ao ano anterior, atendendo ao elevado efeito que a despesa com o apoio à retoma

(subsídios) e na área da saúde (consumo intermédio) teve em 2020. Para a evolução da despesa em

2021 contribui essencialmente: (i) o forte crescimento do investimento em 23,2% face a 2020,

relacionado com os investimentos estruturantes que têm vindo a ser desencadeados desde a

anterior legislatura e que têm agora o seu impacto mais intenso, em particular na ferrovia, rodovia

e empresas de transporte terrestre e fluvial; (ii) a outra despesa corrente (11,1%), que reflete em

grande medida os apoios da segurança social para a área social; (iii) o consumo intermédio, que

deverá manter a trajetória ascendente em 2021, prevendo-se um crescimento de 4,1%, apesar do

forte impacto que as despesas com equipamentos de proteção individual, medicamentos e testes

tiveram em 2020 e que se mantenha ainda parcialmente em 2021; (iv) as despesas com pessoal, com

um crescimento de 3,5%, que garante a continuidade da política de promoções e progressões dos

funcionários públicos (v) o crescimento das prestações sociais em dinheiro em 3,3%, que, para

salvaguardar o rendimento das famílias que mais sofreram com o impacto da pandemia, inclui o

novo apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores, no valor de 450 milhões de euros, e

um aumento extraordinário das pensões pago a partir de agosto (99 milhões de euros). Em sentido

inverso, os subsídios deverão apresentar uma quebra muito acentuada (-40% face a 2020), uma vez

que as medidas associadas ao apoio à retoma da atividade económica deverão ter um menor

impacto orçamental em 2021. Destaca-se igualmente os juros que continuam a diminuir face ao ano

anterior (-5,7%), decorrente da estabilidade das taxas de juro no mercado secundário, permitindo

que, embora com um stock de dívida superior, o rollover da dívida revele poupanças nos juros a

pagar.

3.2.2. Impacto das Medidas de Política orçamental

A conta das administrações públicas para 2021 incorpora um conjunto de medidas de política

orçamental de caráter permanente cujo impacto no saldo totaliza -970 milhões de euros (-0,45% do

PIB).

II SÉRIE-A — NÚMERO 17_____________________________________________________________________________________________________________

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