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34 | II Série B - Número: 035 | 26 de Novembro de 2008

resultado o afastamento das pessoas do transporte ferroviário.
É contra este estado de coisas que as populações se indignam e que os autarcas protestam através de deliberações aprovadas por unanimidade, porque tais medidas prejudicam o caminhode-ferro como meio alternativo de transporte, contrariam e esvaziam o slogan do propalado agradecimento "por ter escolhido viajar num meio de transporte não poluente" - tal como se ouve à chegada a Lisboa - e afectam consideravelmente a vida das pessoas que se deslocam, quer diariamente, quer ocasionalmente, entre aquela zona do país e a capital.
Como a CP - ao que julgamos saber - tem feito ouvidos de mercador a estas insistentes queixas, parece-nos apropriado obter através da tutela os necessários esclarecimentos acerca da desagradável situação criada.
Assim, nos termos das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, pergunto ao Governo através do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações que me esclareça acerca do seguinte: 1. Vai a CP corrigir as situações atrás descritas, designadamente tomando medidas para retomar as paragens de comboios nas estações de Santarém e do Entroncamento {para o Alfa Pendular) e de Fátima / Chão das Maças (para o Inter-Cidades)? 2. Vai a CP tomar medidas para melhorar a qualidade da oferta do transporte ferroviário entre a zona de Tomar e Lisboa, nomeadamente reduzindo os tempos de viagem e aumentando a cadência das viagens? 3. Está o Governo interessado, e também a CP enquanto transportadora privilegiada, a tomar medidas sérias de investimento e outras com vista a atribuir ao meio de transporte ferroviário carácter de verdadeira alternativa amiga das pessoas e do meio ambiente? Palácio de S. Bento, 20 de Novembro de 2008