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7 | II Série C - Número: 003 | 2 de Outubro de 2006

O mercado europeu constitui o grande destino das exportações da Itália (70%) e da Nova Zelândia (52%).
Em Portugal a cultura ocupa cerca de 1000 ha que, em média, produzem 10 t/ha. O mercado de kiwi representa aproximadamente 20 000 toneladas, das quais apenas cerca de metade são de origem nacional (80% EDM e 20 % BL). O período de maior oferta de produto de origem nacional inicia-se na 2.ª quinzena de Novembro e pode estender-se até Maio, dependendo do volume da colheita e das condições de conservação.
Atendendo às estatísticas publicadas, as importações, concentradas no período de Março a Junho, são provenientes sobretudo da Itália (35%), Espanha (31%), Chile (12%). No entanto, as proveniências atribuídas à Alemanha, Bélgica e Holanda e, eventualmente, parte das procedentes de Espanha e Itália, serão na realidade originárias da Nova Zelândia, que detém plataformas logísticas nestes países. Nesta acepção, a fruta Neozelandeza corresponderá a pelo menos 20 a 25% do total das importações. As exportações coincidem com a época da colheita (finais de Novembro), mas não são expressivas.
A crescente agressividade comercial, sobretudo dos operadores italianos, reflecte-se na tendência de decréscimo do preço de venda. Enquanto que as importações da Nova Zelândia e de outros países do hemisfério Sul como o Chile visam suprir a carência de oferta entre Junho e Outubro, já aquelas com origem em Itália, que ocorrem entre Dezembro e Maio, são necessárias para colmatar a falta da produção nacional.
Mais de metade da produção destina-se fundamentalmente a satisfazer as necessidades da grande distribuição.

Ameaças e oportunidades do mercado

Ameaças: Alta concorrência, principalmente pelo preço, por produto estrangeiro com especial relevância para a Itália que abastece o mercado numa época coincidente e que o tende a fornecer também na pré-época.
Previsão de ambiente macroeconómico tendencialmente recessivo, que poderá levar a alguma retracção do consumo.
Rumo das actuais negociações da Organização Mundial do Comércio vai no sentido de facilitar a penetração dos produtos oriundos de países terceiros onde os custos de produção são significativamente mais baixos e/ou existem apoios suplementares à exportação Crescente concentração da distribuição com cada vez maior poder negocial.

Oportunidades: Os dados do INE apontam para um reforço da dieta alimentar dos portugueses em frutos, tendo o consumo aumentado 20% entre 1993 e 2003, atingindo nesse ano 126,1 Kg por habitante e por ano.
Crescente preocupação dos consumidores mais esclarecidos e com maior poder de compra com a segurança alimentar.
Fruto associado a uma alimentação equilibrada e saudável, com baixo valor calórico, elevada fibra e riqueza em vitamina C.
A crescente preocupação dos consumidores por questões relacionadas com a origem dos produtos e o seu modo de produção vem induzindo alguma apetência do consumidor por produtos agrícolas de origem nacional, que associam a uma agricultura menos intensiva.


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