O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

4 DE JULHO DE 2015

9

Disse também que uma parte dos países da UE, a chamada “Nova Europa”, não quer uma “relação

positiva” com a Rússia porque tem um "trauma pós soviético" e toma decisões contrárias aos seus interesses:

“o que interessa é que as decisões prejudiquem a Rússia”.

Sobre os conflitos na Ucrânia e Geórgia afirmou que a Rússia tinha a sensação que estes não são

motivados por razões internas, mas são fomentados por potências exteriores. Sabemos o quanto os EUA

“investiram” na mudança de regimes naqueles dois países. Estas medidas tiverem como objetivo enfraquecer

a Rússia e destruir os laços de cooperação, nomeadamente económica, com a Europa.

Finalmente mencionou que o perigo do “Estado Islâmico” é preocupante. É um “demónio que foi criado

pelos serviços secretos dos EUA” e que já vai para além do Médio Oriente, já está no norte de África e

Mediterrâneo o que afeta diretamente Portugal. Este desafio implica a união dos nossos esforços.

O Vice-Presidente António Filipe afirmou que atribuía grande importância política a esta visita. Considerou

que a posição da UE face à Rússia não é nem justa nem defende os interesses da Europa. A Rússia deve ser

um dos principais parceiros da UE; os diferendos devem ser dirimidos pelo diálogo e não através do confronto

e as relações com a Rússia devem ser normalizadas; existe um potencial de crescimento das relações

bilaterais políticas, económicas e culturais.

Informou ainda que a AR aprovou por unanimidade um voto que assinalou os 70 anos do fim da Segunda

Guerra Mundial, tendo sido salientado o papel de todos os países que derrotaram o nazismo, nomeadamente

a URSS; manifestou também a sua preocupação pelo surgimento na Europa de ideias nazis e fascistas.

Referiu igualmente a celebração, este ano, dos 40 anos da Ata Final de Helsínquia que criou novas bases de

cooperação na Europa, sendo simbólico que estejamos atualmente numa nova fase de confronto.

O Deputado Marcos Perestrello afirmou que o principal objetivo dos povos é viver em paz e segurança; e

as relações económicas dependem precisamente da capacidade dos Estados de viverem num clima de

segurança. As relações da Rússia com a UE estão numa fase difícil e todos têm interesse em ultrapassar esta

situação. Por vezes é difícil entender determinadas decisões, como a previsível renovação de sanções

europeias; só seremos capazes de construir uma solução num clima de diálogo, em que todas as partes

estejam dispostas a dar passos concretos para a normalização das relações, em respeito pelo espaço vital de

cada um. A UE deve contribuir para a descompressão mas para isso talvez a Rússia tenha que dar o primeiro

passo porque “a Rússia é uma e a UE são muitos”.

O Deputado Raúl de Almeida disse que o objetivo de aprofundar as relações e a cooperação com a Rússia

é transversal a todo o espetro político português. As relações de boa vizinhança só são possíveis com o

respeito total pela soberania de cada um. A estabilidade que defendemos conduz ao progresso de todos: UE e

Rússia. Se as relações bilaterais forem reforçadas, a atual tensão com a UE será insustentável.

Reunião final com o Senhor Alexander Romanovich, Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade

Rússia-Portugal e Vice-Presidente da Comissão de Relações Internacionais da Duma Estatal

O Senhor Romanovich fez o balanço da visita do GPA português e defendeu que as próximas atividades

conjuntas poderiam passar pela abertura de novos Consulados Honorários portugueses na Rússia. O impacto

destas ações será muito positivo nas sociedades dos dois países já que se tratam de medidas concretas.

O Embaixador Mário Godinho de Matos referiu visitas recentes a várias regiões da Rússia. Para além das

questões económicas e culturais foram abordadas outras hipóteses de cooperação: criação de Consulados

Honorários e geminação de cidades o que permitiria estabelecer uma rede que iria diversificar as relações

entre os dois países, nomeadamente ao nível económico.

O Deputado Couto dos Santos mencionou que existe a hipótese de criação de Consulados Honorários em

Samara, Perm e Novossibirsk. No caso de Samara e Novossibirsk existe ainda a possibilidade de geminação

com Braga e Aveiro, respetivamente.

Os GPA devem assumir o compromisso de efetuar um encontro anual, um ano em Moscovo e outro em

Lisboa, com um tema específico e convidar representantes da sociedade civil e do mundo empresarial (a

próxima reunião entre os dois GPA poderá decorrer em Lisboa, em abril de 2016); também deverão trabalhar

em conjunto, dentro dos respetivos Parlamentos, para agendar reuniões entre as Comissões especializadas,

sendo que a primeira reunião poderia ocorrer entre as Comissões de Economia da AR e da Duma. Poderão

também decorrer reuniões entre as Comissões de Educação.