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qualificação de docentes e formação de investigadores, requisitos essenciais à afirmação

académica e desenvolvimento científico do Serviço Social. Na sequência destes esforços, inicia-

se, em Fevereiro de 1987, o I Programa de Mestrado em Serviço Social ao abrigo de um

Protocolo de Cooperação Científica com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-

SP), o qual conheceria várias edições. Em Junho de 1996, vem a ser criado, em termos

semelhantes, o Programa Especial de Doutoramento em Serviço Social.

No seguimento do processo de reconhecimento da Licenciatura em Serviço Social (1989), em

1995, são criados os primeiros programas de Mestrado em Serviço Social, da responsabilidade

de instituições de ensino portuguesas: Institutos Superiores de Serviço Social de Lisboa e do

Porto. Actualmente, existem em Portugal 9 programas de Mestrado e 2 programas de

Doutoramento em Serviço Social (Quadro 1).

A formação em Serviço Social em Portugal é, actualmente, atravessada por dinâmicas de

desenvolvimento de sentido vincadamente distinto. Por um lado, o processo de reconhecimento

académico, com estatuto universitário, num caminho de paulatina consolidação que percorre os

últimos 20 anos, reforça-se no presente com a criação dos primeiros programas de

doutoramento em Serviço Social em Portugal. Por outro lado, ocorre, designadamente ao nível

da formação inicial (1º ciclo – licenciatura), um processo de crescimento acentuado da oferta

formativa, não sustentado, e com riscos quanto à qualidade da formação assegurada por

inúmeras instituições sem tradição, «know-how» e condições estruturais para o cumprimento

desta missão (Branco, 2008).

Como alguns dos traços mais salientes da formação em Serviço Social em Portugal, podem

referir-se os seguintes:

i. A formação em Serviço Social, enquanto formação superior é uma realidade consolidada em

Portugal: iniciada em 1935 e reconhecida como superior há quase meio século (1961);

ii. O processo de «academização» do Serviço Social em Portugal apresenta um carácter recente,

com duas décadas de existência, depois de um processo tardio e complexo, como se evidencia

na história da atribuição do nível universitário ao Serviço Social (1989) e na ausência de oferta

de formação pública até um período muito recente (2000);

iii. A oferta formativa actual é predominantemente universitária, com a duração de 7 semestres,

e ministrada em estabelecimentos de carácter público;