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Diário da Cântara,

ua defecção,

Ato hoje o tíorpo da guarda nacional republicana, como o corpo da polícia civil, têm mostrado o seu devotado amor à República. Apraz-me fazer o seu elogio, pois durante o tetnpo em que estive no Governo só vi sacrifícios por parte dessas corporações e adesão incondicional ao regime.

Tenho a certeza absoluta de que o país inteiro pôde contar em todos os transes com a fidelidade daquele corpo de elite, como pode contar com a fidelidade da polícia de Lisboa, (Prolongados apoiados). Resta-nie agora acompanhar' o Sr. António Granjo na sua lamentação a propósito dos acontecimentos ocorridos.

Condeno-os áspera e severamente, por representarem uma invasão de poderes. Mas os homens que os praticaram foram os que sofreram pela República. Foram mal orientados, sim, mas são exactamente aqueles que amanhã, se a República estiver em perigo, se encontrarão incondicionalmente a seu lad (Apoiados).

E se voltasse amanhã nm segundo Si-dónio Pais, novamente iriam sofrer as agruras do cativeiro, juntamente com o Sr, António Granjo e comigo.

Sinto sinceramente o desacato de que foram vítimas o Sn António Granjo e os seus colegas. Tive o inefável prazer de dar um abraço ao Sr. António Granjo nos campos da França, sentindo palpitar de encontro a mim o seu coração de patriota, de português.

Lamento tal desacato. £ Mas quais são os homens públicos da República que n&o têm sofrido desses desacatos ?

Perdoe-lhes S. Ex.a, como lhes têm perdoado outros sinceros e indomáveis republicanos, como lhes perdoou já o Sr. Presidente da República, como lhes perdoou Afonso Costa} e como lhes perdoaria Henrique Cardoso se não tivesse pago com a vida a sua dedicação à República. (Vibrantes aplausos).

Sustentou também a Sr. Dr. António Granjo que era este o momento oportuno de todos entrarem numa liai, franca e aberta luta de princípios e idéas, pondo de parte a luta dos homens. '

É verdade!

tív preciso que impressionemos os homens que estão junto de nós, para que

terminem de vez estas lutas pessoais, que não dão brilho a ninguém, nem ao Parlamento, nem ao regime. (Apoiados).

Esqueçamos ódios! Esqueçamos agravos! Passemos uma esponja por todo quanto houve de mau ! Sejamoá os orientadores dessa gente que ama afincada-mente a República, que por ela verte o seu sangue, que por ela se sacrificou, e que, andando tresloucada, facilmente entra no bom caminho! (Muitos apoiados).

Terminando, declaro que já me tinha antecipado ao pedido formulado pelo Sr. António Granjo para se proceder â um inquérito sobre os acontecimentos da Junta do Crédito Público.

No dia 19, quando Ministro do Interior demissionário, despachei no relatório da polícia que, dada a atmosfera de suspei-ç8,o que pairava no presente momento sobre a força pública, acusada de conivente ou de benevolente nos distúrbios passado», só devia proceder a um rigoroso in-quérito.

Somente não nomeei o sindicante, por me encontrar demissionário, competindo esse. encargo ao meu sucessor.

Tenho dito.

Vozes.*' — Muito bem, muito bem. O orador foi muito cumprimentado.

O Sr. Presidente : — A próxima sessão é segunda- feira, com a continuação do debate político na ordem do dia.

Está encerrada a sessão.

Eram 19 horas.

Documentos mandados para a Mesa durante a sessão

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