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Diário das Sessões do Senado

mar a atenção de V. Ex.a para. umas observações qne desejava apresentar à Comissão Administrativa do Congresso, e para protestar contra o intenso frio que nestes dias desabridos de Fevereiro temos suportado nesta sala.

Na idade em que estamos não é indiferente para s s nossas saúdes sofrer-se um frio tam intenso como aquele que nos tem enregelado nas últimas sessões.

Apoiados.

1O frio qne tenho aqui passado fez-ne lembrar da conveniência de ir saber por mini OTÓprio como era feito o aquecimento desta sala, e fui ver.

E insuficiente o aparelho actual, apesar do se continuar a gastar dinheiro com ele.

Posso afirmar que as caldeiras estavam acesas: apesar disso, o aquecimento nos diferentes tubos era como se não existisse.

E uma cousa monstruosa de tamanho, que há lá ein baixo.

Lembro a V. Ex.a, havendo um engenheiro encarregado das obras do Congresso, que haveria vantagem em se chamar a atenção desse engenheiro para procurar maio de remediar esta situação e, com boa vontade, creio que não seria difícil.

A Câmara dos Deputados, com um aparelho diferente estava aquecida; mal é certo!

Lá em baixo, no sítio onde estão Gsses aparelhos, onde a caldeira que serve esta sala ine parece estar mal montada, devendo ter capacidade suficiente para aquecer esta sala, era uma perfeita geleira, era pavoroso o frio.

A caldeira estava acesa, ardia na grelha a lenha, combustível insuficiente para o tipo do aparelho, que só trabalhará bem com coque, e o calor .não chegava cá acima.

Aproveito também a ocasião para, visto estar presente um ilustre membro do Governo, um antigo companheiro escolar e velho amigo, lho fazer os meus cumprimentos.

Tenho o prazer de o ver em situação de evidência; não lhe invejo a «espiga» de estar numa cadeira do Governo e prD-curarei tornar-lhe a cadeira dura quanto em mim caiba, atacando a política do Governo, na s aã pessoa, quando haja ocasião, de o fazer e S. Ex.a esteja presente.

Chamo a atenção dôsse meu velho amigo para que, pela sua pasta, a do Trabalho, faça as observações convenientes à Companhia dos Fósforos, cujos abusos tocam as raias do exagero.

E pavoroso o que se está fazendo. A Companhia não cumpro o contrato, não tem o menor carinho e atenção pelas classes pobres.

Os fósforos de enxofre, cujo fornecimento está previsto nos contratos e é obrigatório, não são postos à venda. Os outros fósforos, cujo preço foi autorizado por diploma como fósforos de luxo, são uma miséria.

Os do cera são tam maus que não há meio de os fazer acender, e os fósforos de pau—tenho aqui um-exemplar para oferecer à contemplação de V. Ex,a e do Senado — autorizados como fósforos de luxo, de princípio eram. bons,, ardiam e não partiam, mas agora voltámos ao da caixa antiga de 10 réis, com a diferença apenas de mudança de rótulo, e metade dos fósforos são partidos e a outra metade não tem cabeça.

E intolerável chamar-se-lhes fósforos de laxo, quando só no preço o são.

A propósito, posso mostrar a V. Ex.:l uma simpática carteirinha brasileira, custando lá 100 réis, com fósforos muito bem feitos, destacando-se e acendendo perfeitamente. E 100 réis da moeda brasileira equivalem na nossa desgraçada moeda, a 2 réis.

Não vejo razão alguma para se consentir sem reclama-ção, e se manter sem sanções o que se está dando e sem se chamar para isso a atenção do Ministro respectivo, para obrigar a Companhia dos Fósforos a cumprir o contrato, servindo bem o público.

E frequente alguns destes pequenos utensílios serem explosivos, e mandaremr ao acender-se, uma faisca à cara do vizinho ou à nossa própria cara. '

Por isso, chamo a alonção do Sr. Ministro presente para eates factos.