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Diário das Sessões do Senado

rística do povo português, tudo isso parece subvertido, esmagado pela sobreposição de baixos egoísmos e ruins paixões.

Trausiormou-se a moral, s; mornl colectiva e a própria moral individual.

A guerra se tem ido ido buscar a causa de todos esses males.

Pobre guerra!

j Como ela tem as costas largas para aguentar com todas as responsubilida-des!

Sem dúvida que foram grandes as perturbações que ela trouxe, nem o contrário seria de admitir em face de tam grande cataclismo, que marca na história uma época c inicia um novo ciclo.

Mas n César o que é de Cési.r.

Não atropelemos a verdade, responsabilizando por tudo a guerra; não nos escudemos nela para justificar todas as loucuras, todos os esbanjamentos, todos os latrocínios que têm caracterizado a administração do regime.

A obra da República nesse ponto tom sido absolutamente deletéria e iião se atire sobre a guerra com culpas cjie apenas pertencem a ôste regime e a mais ninguém.

A República perturbou a ordem económica atacando a propriedade, a ordein social atacando a família, a ordem moral atacando a religião.

Desde o seu início, nada mais fez que demolir, destruir anarquizar.

AÍ tem o fruto dessa detestável sementeira.

A transigência do regime, por exemplo, coin os elementos perturbadores da ordem social, ainda agora só revela com a permissão da propaganda subversiva, a dentro cie estabelecimentos do Estado.

1,0 Sr. Presidente do Governo sabe porventura o que se passa no Limoeiro, onde funcionam escolas sindicalistas frequentadas pelos presos, que ali estão e se fazem. conferências de propaganda comunista? i

Tem no Ministério o director ao Li-inoeiro, o Sr. Pestana Júnior, que sobraça a pasta das Finanças.

Pois informe-se S. Ex.a com esse seu colega.

o Sr. Presidente do Governo o .que é o socorro vermelho? Não

Pois eu vou dizer-lhe o que é, o para Isso socorro-me de um dos seus órgãos a Entalha, que sendo o jornal dos comunistas está actualmente defendendo o Governo.

Foi aí, que ó boa fonte e insuspeita3 que eu fui colher a notícia da propaganda revolucionária a que me reíeri e das escolas sindicalistas que funcionam no Limoeiro o ai também encontrei a descrição do socorro vermelho, que é uma instituição de solidariedade rev.olucionúria.

Eu leio ao Sr. Presidente do Governo, para S. Ex.a tícar inteirado do que se passa.

Leu.

Já vê o Sr, Presidente do Ministério que ou não invento.

Vou buscar a informação a lugar seguro, ao próprio órgão comunista.

^ Como qnere pois o Sr. Presidente do Ministério que não haja uma grande crise da ordem, quando os poderes públicos assim transigem com os principais fautores da desordem, com os mais perigosos agitadores e por pusilanimidade não opõem um dique sério à onda anárquica que avança, cerrando os ouvidos, pelo contrário, aos protestos contra n propaganda, dissolvente que alastra?

4 O que será do futuro de Portugal quando os seus destinos estão assim confiados a mãos tam fracas?

Não se iluda o Sr. José Domingues dos Santos com a lealdade desses seus amigos de momento.

Ponha os olhos na França e veja a situação a que levaram Herriot alianças dessa natureza.

éCoEiÔ1 se compreende que o Estado possa oncontrar apoio nos seus próprios inimigos ou que a ordem possa florescer à sombra da anarquia?

E evidente o paradoxo.

Um outro ponto da declaração ministerial, Sr. Presidente, me merece referência.

Pretende o Sr. Presidente do Governo acabar com os monopólios e nomeadamente com o dos fósforos e o dos tabacos.

Como consumidor poderei achar ópti« mo. É de crer pelo menos que, em regi-mo de livre concorrência, o produto seja mais bem manufacturado e de preço mais acessível.